Em Porto Alegre, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) reforçou o atendimento das linhas 701 (Vila Farrapos - Voluntários) e 704 (Humaitá) com seis veículos extras. A Metroplan disponibilizou 45 coletivos a mais para efetuarem o trajeto entre Canoas e a Capital. Além disso, foi suspenso o itinerário do serviço de integração e mantido apenas o funcionamento da linha comum entre o município e a Porto Alegre. As paradas de ônibus na BR 116 e nas vias de acesso à rodovia apresentam grandes filas. Muitas pessoas estão desistindo de esperar pelos carros.
Na tarde de ontem, os metroviários decidiram, por unanimidade, paralisar as atividades por 24 horas na Região Metropolitana. A Trensurb aumentou a proposta salarial para 6,36%, valor requerido pelo sindicato, mas teria exigido mudanças na escala, o que não foi aceito no encontro. “Nós não aceitamos e queremos mais contratações. O que desencadeou a paralisação total foi um assalto na estação Unisinos às 23h de ontem, quando uma funcionária estava sozinha”, disse o presidente do sindicato.
Em nota divulgada ontem, a Trensurb indicou que não deve ceder mais: "A Trensurb considera que com a proposta apresentada atende as principais reivindicações dos seus empregados e, por essa razão, entende como injustificada a decisão pela paralisação."
O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou uma ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para que 100% dos metroviários trabalhassem nos horários de pico – das 5h30min às 8h30min e das 17h30min às 20h30min. No entanto, a categoria não cumpriu a determinação e isso implica em multa de R$ 30 mil por período: manhã e tarde.