“O governo definiu que o tempo de espera entre a consulta e o exame não deve exceder 90 dias. No Conceição, fica em 30 dias. Não há motivos para esperar se a paciente pode estar morrendo”, afirmou. Ele lembrou que, no Brasil, deverão surgir 50 mil novos casos de câncer de mama por ano, sendo que, destes, 5 mil apenas no Rio Grande do Sul, onde a incidência é maior e a mortalidade em função da doença também.
O ideal é que as mulheres com mais de 40 anos façam o exame de mamografia uma vez por ano. Segundo Pedrini, no entanto, ainda existe desequilíbrio – como mulheres que fazem mais do que um e as que não fazem nenhum. “É preciso igualar e garantir o acesso a todas”, ressaltou. Apenas no Conceição são realizadas mais de 600 mamografias por mês e 600 procedimentos cirúrgicos por ano.
Protesto
Para garantir a consulta médica e o exame, dezenas de mulheres fizeram uma grande fila junto ao saguão do Ambulatório do hospital. Além das consultas, foram autorizadas 60 mamografias e 60 ecografias mamárias. Ao todo, o serviço contou com o apoio de seis médicos mastologistas e equipe de enfermagem. As mulheres também tiveram o apoio do Grupo de Mama Conceição. A ONG é formada por mulheres que venceram a luta contra o câncer de mama e atuam dando apoio às mulheres que descobrem a doença e também auxiliam em campanhas de divulgação e esclarecimentos sobre o câncer de mama. “É importante que elas saibam, principalmente quando recebem o diagnóstico, que o câncer de mama tem cura. É um apoio emocional importante”, lembrou a presidente da ONG, Flávia Teresinha Nunes.