O nascimento prematuro é a principal causa da morte de bebês em suas quatro primeiras semanas de vida, e a segunda causa de morte, depois da pneumonia, em crianças menores de cinco anos. "Sessenta por cento (dos casos de prematuros) se encontram na África e no Sul da Ásia", indicou Mason.
Nos países mais pobres, em média, 12% dos bebês nascem prematuros, contra 9% nos países com renda mais elevada. A taxa de sobrevivência também apresenta desigualde segundo a riqueza dos países. Para a OMS, é um "problema global". Os 10 países com as maiores taxas de partos prematuros são Índia, China, Nigéria, Paquistão, Indonésia, Estados Unidos, Bangladesh, Filipinas, República Democrática do Congo e Brasil.
A OMS enfatiza que em quase todos os 65 países que apresentam dados confiáveis, este fenômeno tem aumentado nos últimos 20 anos. Isto pode ser explicado, de acordo com a OMS, por um aumento do número de mulheres mais velhas que têm seus bebês, e o aumento do uso de tratamentos de fertilidade que leva a maiores taxas de gestações múltiplas.
A OMS estima que parte dos bebês prematuros pode ser salva sem recorrer aos tratamentos intensivos neonatais com, por exemplo, a injeção de esteróides durante o pré-natal nas mães com contrações prematuras.