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Mancha de poluição chega ao Rio Jacuí, em Porto Alegre

BM constatou cardumes com dificuldade de respiração<br />

No início desta manhã, o Comando Ambiental da Brigada Militar encontrou cardumes na superfície da água tentando respirar o oxigênio da atmosfera no Rio Jacuí, nas proximidades do Cais do Porto, zona Norte de Porto Alegre. Havia a estimativa de que a correnteza impedisse a chegada da massa de poluição de aproximadamente 15 quilômetros de extensão no Jacuí, mas a esperança dos órgãos ambientais foi frustrada. Por onde passa, a mancha reduz a quantidade de oxigênio da água, o que causa a mortandade de peixes.

Como o volume do Jacuí é maior do que o do Rio dos Sinos, a expectativa é de que não morram tantos animais como na semana passada. Entre quarta e sexta-feira, estima-se que pelo menos 16 toneladas de peixes tenham morrido entre Parobé e Novo Hamburgo. A principal suspeita do Ministério Público (MP) e da Polícia Civil é de que a chuva do início da semana passada tenha "lavado" o esgoto cloacal de cidades mais altas dos vales do Paranhana e dos Sinos e levado os dejetos, por meio de arroios, até o Rio dos Sinos.

O capitão Rodrigo Gonçalves dos Santos do Comando Ambiental da Brigada Militar diz que o maior problema é que a massa de poluição é engrossada diariamente com mais despejo de esgoto nos mananciais. “O grande problema é que não foi um fato isolado. A mancha já teve incorporado esgoto que é despejado no Rio Gravataí, também de Canoas; diariamente, nós jogamos dejetos nos mananciais”, explica.

A Força Tarefa formada por MP, Polícias Civil e Militar, Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e Instituto Geral de Perícias continua o trabalho de vistoria e fiscalização em pontos onde podem estar ocorrendo lançamentos de efluentes tóxicos nos rios. Denúncias estão sendo recebidas pelos telefones (51) 3326.1165, do Comando Ambiental da BM, e pelo 3264.6078, da Delegacia de Defesa do Meio Ambiente.



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