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Manifestação contra impeachment lota ruas do Centro de Porto Alegre

Concentração defende Dilma e ataca Cunha e Temer na Esquina Democrática

Discursos atacaram acusação de "pedaladas", Cunha e Temer
Discursos atacaram acusação de "pedaladas", Cunha e Temer Foto : Bernardo Bercht/Especial CP
Com informações dos repórteres Louisiane Cardoso e Bernardo Bercht.

Uma multidão tomou conta da Esquina Democrática, nesta quinta-feira no Centro de Porto Alegre, em manifestação contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A concentração começou às 17h com a participação de movimentos sociais a favor da democracia e promovido pela Frente Brasil Popular e Frente Brasil Sem Medo, que tem apoio de dezenas de entidades sindicais ligadas a partidos de esquerda. A Brigada Militar contabilizou cerca de 18 mil pessoas, enquanto os organizadores, antesde começar a marcha divulgaram 80 mil.

Os discursos no carro de som embalaram muito o principal grito do movimento "não vai ter golpe, vai ter luta", mas também focaram na argumentação de que o golpe é estimulado por uma "direita racista e machista".  Também diferentemente da concentração anterior, o vice-presidente Michel Temer foi alvo de muitas críticas e frases de efeito por apoiar a "direita golpista". Depois dos discursos, o grupo iniciou caminhada até o Largo Zumbi dos Palmares, no bairro Cidade Baixa, por volta das 20h. Às 20h35min, parte do grupo começou a chegar região.


Os manifestantes empunharam bandeiras de movimentos sociais como o Bloco da Diversidade e de partidos políticos como PT, PDT, PSol e PCdoB. Eles gritaram palavras de ordem contra o impeachment e contra o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha. “O Cunha, pode esperar, a tua hora vai chegar”, gritaram, em meio aos cartazes que pediam a prisão do parlamentar, além de "não ao golpe", "em defesa da Democracia". O ministro do Supremo Tribunal Federal também ganhou cartazes de repúdio.

Os discursos enfocaram a defesa de que Dilma Rousseff não fez as chamadas pedaladas fiscais e manteve os programas sociais do governo federal. Também chamam de “golpe” a tentativa de retirar a presidente do poder, alegando crime de responsabilidade não comprovado.

O grupo aumentou pouco depois das 17h30min, quando manifestantes do Movimento Sem Terra (MST) chegaram à Esquina Democrática, vindos da avenida Loureiro da Silva. O MST foi recebido com entusiasmo pelos presentes na Esquina Democrática. Entidades como Central Unica dos Trabalhadores (CUT) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) também estavam presentes, discursaram a favor da democracia e manifestaram grande apoio a Dilma.

Matéria atualizada às 20h15min.