No terminal aéreo, segundo a Infraero, não houve transtornos causados em razão da manifestação dos agentes. Até às 16h, dois voos foram cancelados e 14 sofreram atraso de mais de 30 minutos de um total de 148 voos previstos, entre partidas e chegadas. A Infraero informou que os atrasos e cancelamentos não ocorreram, necessariamente, por causa da mobilização da Polícia Federal.
Os agentes distribuíram panfletos e fiscalizaram a documentação e bagagens dos passageiros que desembarcaram ou embarcaram no país. Conforme a PF, o objetivo da operação é chamar a atenção do governo sobre os prejuízos que a terceirização em pontos considerados estratégicos causam aos usuários dos aeroportos, além de reivindicar melhores condições de trabalho.
Segundo o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcos Wink, na próxima semana deve ocorrer uma assembleia-geral para decidir quais serão os próximos passos do movimento. Wink afirmou que a categoria pode decidir, ainda, se começará uma greve. “Vamos nos reunir e ver o que fazer. Uma greve não está descartada”, antecipou.
Operação no restante do país ocorre sem problemas
No Paraná, a manifestação dos policiais federais ocorreu pela manhã. Nos aeroportos Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e no internacional de Foz do Iguaçu, não foram registrados problemas, conforme a Infraero.
No aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, um dos principais e mais movimentados do país, também não houve reclamações por parte dos usuários e excesso de filas para embarque.
No Rio de Janeiro, a operação padrão ocorre a partir das 17h no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (Galeão). A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) recomenda a quem estiver com viagem marcada que chegue aos aeroportos com antecedência, para evitar atrasos.