O diretor presidente da Carris, Sérgio Zimmermann, classificou a manifestação de absurda e pediu desculpas à população de Porto Alegre. "Não tem cabimento realizar um protesto, como foi na linha T4, porque não querem usar o cinto de segurança. Isso não é uma norma da Carris, mas uma lei federal", disse em entrevista coletiva.
Zimmermann explicou que conversou com as lideranças do movimento, mas a negociação não teve sucesso."Desde a madrugada conversamos e não tivemos avanços. Vamos agir de todas as formas para minimizar o problema em Porto Alegre", garantiu.
O dirigente da Carris relatou que existe um movimento que deseja acabar com as demissões por justa causa para os rodoviários. "Isto é uma questão para CLT. Esse assunto tem que ser discutido no Congresso Nacional e não aqui. Eu tenho um caso de um funcionário que tinha dois anos de casa e faltou ao trabalho durante um ano e por isso foi demitido por justa causa. E agora eles querem que esse profissional seja reintegrado", argumentou.
O diretor da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, solicitou à Brigada Militar a desobstrução da saída dos ônibus. A EPTC orienta os usuários a realizar integração com outras linhas na área central. A linha T1 é atendida pelo consórcio Conorte, a linha T11 é feita pelo consórcio STS e os trajetos da avenida Ipiranga estão sendo atendidos pela Unibus.
Justificativas para a manifestação
A pauta de reivindicação dos rodoviárias tem vários itens. Um deles está relacionado ao uso do cinto de segurança por motoristas e cobradores. Para a comissão de negociação da Carris do Sindicato dos Rodoviários, a obrigação do uso do cinto não deve ser cobrada pela EPTC, já que, diferentemente de outras profissões que envolvem veículos, os motoristas e cobradores não dispõem de tempo e espaço para usar o equipamento.
“Os ônibus estão sempre lotados, as pessoas andam em pé, precisamos de mobilidade para descer do coletivo, para ajudar os cadeirantes por exemplo. Sabemos da necessidade, mas não é viável o uso do cinto”, sustentou o presidente da comissão Alceu Weber.
A comissão também quer discutir a demissão por justa causa de um funcionário e buscar respostas da Carris sobre a suspeita de venda de parte da empresa para a iniciativa privada - o que a Carris já teria desmentido.