A interdição ocorreu na altura do km 725, na BR 290, por volta das 13h. Pouco antes das 17h, os últimos manifestantes que permaneciam protestando no trecho, deixaram a área. O grupo havia se concentrado em uma praça no Centro da cidade e, depois, caminhou até a ponte que liga o Brasil a Argentina.
Já em Lajeado, cerca de 5 mil pessoas, em sua maioria jovens, tomaram as ruas da cidade do Vale do Taquari para uma série de protestos. O grupo contestou a PEC 37, a corrupção e os investimentos realizado em estádios para a Copa do Mundo de 2014.
Os manifestantes também pediram mais investimento em educação e saúde. Durante todo o trajeto percorrido, os ativistas gritaram frases de ordem e convidaram as pessoas a saírem de casa para se manifestar.
Depois de atravessar a cidade, os manifestantes foram em direção a BR 386 e fecharam as duas pistas da rodovia em um trecho de um quilômetro. A caminhada foi acompanhada pela Brigada Militar (BM) e pelos fiscais de trânsito da prefeitura. Não foi registrado nenhum incidente.
Outras manifestações no interior do Estado
O sábado foi marcado por outros manifestos no interior do Estado. Em Encantado, no Vale do Taquari, pelo menos 500 pessoas se reuniram em caminhada pelas ruas da cidade. O protesto terminou com cartazes colados em frente à Camara de Vereadores do município.
De caras pintadas e com nariz de palhaço, manifestantes de todas as idades carregavam cartazes pedindo o fim da corrupção. Alguns reclamavam do alto custo do pedágio na região e pediam ajuda de custo para universitários. Outras causas do protesto eram os gastos com a Copa e a PEC 37.
O maior protesto, entretanto, ocorreu em Santa Maria, na região Central do Estado. Cerca de 30 mil pessoas participaram da manifestação que teve início na Praça Saldanha Marinho. Os manifestantes percorreram as ruas André Marques, do Acampamento, Floriano Peixoto, Vale Machado, Venâncio Aires, viaduto Evandro Berh e avenida Rio Branco, além do calçadão.
De acordo com a Brigada Militar (BM), que acompanhou o grupo, a caminhada foi pacífica, sem registro de vandalismo e depredações. Os manifestantes reivindicavam a redução da tarifa do transporte coletivo e eram contrários ao gasto de dinheiro público com o Mundial de 2014. Várias pessoas carregavam cartazes, alguns lembravam os 242 mortos em decorrência do incêndio da boate Kiss, em 27 de janeiro.
Com informações dos repórteres Deolí Gräff e Camila Kila