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Manifestações marcam quinta-feira em Porto Alegre e no interior

Movimento de pessoas ficou abaixo do normal, com temor de falta de policiamento

Servidores protestaram contra parcelamento imposto pelo governo Sartori
Servidores protestaram contra parcelamento imposto pelo governo Sartori Foto : Alina Souza
Foi uma quinta-feira atípica em Porto Alegre. A operação padrão e a paralisação, deflagradas pela Segurança Pública — Polícia Civil, Brigada Militar, Susepe e IGP — alteraram a rotina da cidade. O movimento de pessoas e veículos ficou abaixo do normal já que havia o temor de que não existiria policiamento na cidade. A adesão das demais categorias do funcionalismo, como professores, também colaborou para mudar o cotidiano da Capital. No entanto, a Brigada Militar montou uma estratégia que assegurou a presença de parte do efetivo nas ruas.

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Nas sedes de alguns batalhões da BM ocorreram manifestações e até bloqueios de viaturas. Houve piquetes no 9º BPM, 1º BOE, 4º RPMon, 19º BPM e 21º BPM, mas não foram registrados incidentes. Policiais militares ativos e inativos, além de familiares, marcaram presença junto aos sindicalistas. Já no Palácio da Polícia, os policiais civis montaram acampamento desde as primeiras horas da manhã. As delegacias ficaram paradas e os agentes penitenciários não transportaram apenados do Presídio Central para audiências ou para outros estabelecimentos penais. A EPTC foi para as ruas para garantir a normalidade do trânsito e do transporte coletivo.

A mesma situação repetiu-se no interior do RS, com categorias promovendo aquartelamentos, atos públicos e outras ações de protesto contra a atual situação da Segurança Pública e o agravamento da crise com o atraso e parcelamento dos vencimentos dos servidores. Na Região Metropolitana, a mobilização foi a mesma. Em Alvorada, as viaturas da BM amanheceram amarradas com cordas. As prefeituras reforçaram a proteção com guardas municipais.

Bancos e lojas normais

O comércio de rua e os bancos funcionaram normalmente pela manhã. No Centro de Porto Alegre, a presença da Brigada Militar, visivelmente maior que nos demais dias, foi elogiada pelos comerciantes. Para o presidente do Sindilojas Porto Alegre, Paulo Kruse, o dia não foi tranquilo para o comércio. Levantamento da entidade apontou que 95% dos lojistas afirmaram que o fluxo de clientes diminuiu e que, em decorrência do medo, 60% dos entrevistados relataram prejuízos financeiros com o movimento abaixo da média e 30% foi a queda no percentual das vendas.

Com o anúncio da abertura dos bancos, desde cedo formaram-se filas nas agências da Sete de Setembro e General Câmara. A única restrição ocorreu nas agências do Itaú. O transporte público funcionou normalmente, exceto a linha 376/Herdeiros, que não circulou. A EPTC disse que a empresa Sudeste será autuada pela paralisação.

Postos de saúde fecharam

No entanto, três postos de saúde do Grupo Hospital Conceição (GHC), localizados na zona Norte de Porto Alegre, não abriram as portas em função da falta de segurança. Ao todo, o GHC coordena o funcionamento de 12 unidades. As demais, segundo a direção da instituição, não tiveram restrição de atendimento na parte da manhã.

Não funcionaram os postos Nossa Senhora Aparecida, localizado no beco José Paris, 235, bairro Sarandi; Jardim Leopoldina, na rua Orlando Aita, 130, no Jardim Leopoldina; Parque dos Maias, na rua Francisco Galecki, 165, no Rubem Berta. Segundo a assessoria do GHC, as instituições deverão retomar as atividades normais nesta sexta-feira. A instituição informou que as unidades estão localizadas em pontos com alto índice de violência e histórico de ameaças contra funcionários. Já a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre informou que todas as unidade de saúde funcionaram normalmente.