Sete toneladas de lixo. Essa foi a contagem feita pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) em Porto Alegre no dia posterior a votação que decidiu pelo prosseguimento do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Apesar de a decisão ter sido concentrada na Câmara dos Deputados, em Brasília, milhares de pessoas se reuniram em pontos estratégicos da capital gaúcha para que juntos pudessem assistir e participar do dia histórico para o país.
Na Praça Marechal Deodoro, mais conhecida como Praça da Matriz, no Centro Histórico, onde ficou reunido o grupo a favor do governo, o monumento a Júlio de Castilhos ganhou bandeiras e amanheceu com taquaras amarradas em sua estrutura. As taquaras também estavam espalhadas pela praça e reproduziam os esqueletos das barracas que foram montadas no local desde a última semana. Papéis e folhetos com frases exigindo democracia também faziam parte do lixo acumulado.
No Parque Moinhos de Vento, o Parcão, no bairro Moinhos de Vento, algumas bandeiras e faixas ainda lembravam a reunião do dia anterior e restos de madeira denunciavam parte do acampamento que foi montado na avenida Goethe contra a permanência do governo no poder.
Duas equipes de 15 pessoas cada trabalharam desde o começo da madrugada para fazer a retirada dos materiais da cidade. Elas utilizaram também jatos de água para retirar o mau cheiro que ficou impregnado nas calçadas e próximo dos acampamentos. “Juntamos muito lixo, principalmente na madrugada. A gente já esperava por tudo isso, porque haviam muitas pessoas concentradas nesses locais”, afirmou o chefe de equipe do DMLU César Corrêa Ortiz.
Manifestações políticas acumulam sete toneladas de lixo em Porto Alegre
Contagem foi realizada no dia posterior pelo DMLU