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Manifestações políticas acumulam sete toneladas de lixo em Porto Alegre

Contagem foi realizada no dia posterior pelo DMLU

Contagem foi realizada no dia posterior pelo DMLU
Contagem foi realizada no dia posterior pelo DMLU Foto : Samuel Maciel
Sete toneladas de lixo. Essa foi a contagem feita pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) em Porto Alegre no dia posterior a votação que decidiu pelo prosseguimento do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Apesar de a decisão ter sido concentrada na Câmara dos Deputados, em Brasília, milhares de pessoas se reuniram em pontos estratégicos da capital gaúcha para que juntos pudessem assistir e participar do dia histórico para o país.

Na Praça Marechal Deodoro, mais conhecida como Praça da Matriz, no Centro Histórico, onde ficou reunido o grupo a favor do governo, o monumento a Júlio de Castilhos ganhou bandeiras e amanheceu com taquaras amarradas em sua estrutura. As taquaras também estavam espalhadas pela praça e reproduziam os esqueletos das barracas que foram montadas no local desde a última semana. Papéis e folhetos com frases exigindo democracia também faziam parte do lixo acumulado.

No Parque Moinhos de Vento, o Parcão, no bairro Moinhos de Vento, algumas bandeiras e faixas ainda lembravam a reunião do dia anterior e restos de madeira denunciavam parte do acampamento que foi montado na avenida Goethe contra a permanência do governo no poder.

Duas equipes de 15 pessoas cada trabalharam desde o começo da madrugada para fazer a retirada dos materiais da cidade. Elas utilizaram também jatos de água para retirar o mau cheiro que ficou impregnado nas calçadas e próximo dos acampamentos. “Juntamos muito lixo, principalmente na madrugada. A gente já esperava por tudo isso, porque haviam muitas pessoas concentradas nesses locais”, afirmou o chefe de equipe do DMLU César Corrêa Ortiz.