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Manifestações prejudicaram 80% das linhas de ônibus de Porto Alegre

Sindicalistas montaram piquetes em garagens de empresas da Capital gaúcha

Manifestações prejudicam 80% das linhas de ônibus de Porto Alegre
Manifestações prejudicam 80% das linhas de ônibus de Porto Alegre Foto : Eduardo Paganella / Rádio Guaíba / Especial / CP
Cerca de 80% das linhas de ônibus de Porto Alegre foram prejudicadas no início da manhã desta quinta-feira com o bloqueio às garagens das empresas, ainda na madrugada. Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), a circulação de ônibus só começou a ser normalizada por às 8h30min, mesmo assim, com paradas lotadas, viagens com horários atrasados e muitos passageiros na espera pelo transporte seguiram até o início da tarde.

O bloqueio da saída de ônibus das garagens foi uma das estratégias das centrais sindicais para garantir maior impacto a paralisação convocada para ontem. Ainda durante a madrugada, por volta das 4h30min, grupos de sindicalistas começaram a montar os piquetes nas unidades. Entre as primeiras a serem desbloqueadas estava a Carris. Por volta das 7h, ainda estavam bloqueadas as garagens de seis empresas (Trevo, VTC, Nortran, Sopal, Sudestes e Gasômetro).

Segundo o presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, as zonas sul e norte foram as mais prejudicadas com os bloqueios. Em função disso, houve a liberação, por volta das 6h30min, de que os lotações pudessem transportar passageiros em pé, na tentativa de amenizar o impacto das linhas que não estavam circulando.

Espera de três horas 


Enquanto isso, as paradas de ônibus ficaram lotadas em vários pontos da cidade. Na Rodoviária de Porto Alegre, por volta das 9h, a diarista Maria das Dores Martins, completava quase três horas de espera pelo ônibus, para chegar ao trabalho, na zona Sul de Porto Alegre. “É um dia perdido. Sem dinheiro. Não é fácil, a gente sai de casa cedo e acabamos sem conseguir se locomover”, afirmou ela, que reside em Taquara e, normalmente, pega o ônibus às 6h20min na rodoviária.

Em outra parada, desta vez na avenida Praia de Belas, o clima era de revolta. Funcionária de uma empresa de estática, Brunna Figueira da Silva precisava pegar um ônibus para o Centro. Como custava a passar, ela se atrasou para o trabalho sem saber que horas conseguiria um transporte. “Eu até liguei para a EPTC, mas não me atenderam”, disse ela, sem esconder a indignação.

O estudante Aritana Tormes também se disse prejudicado pela situação. Ele aguardava na Praia de Belas para ir para o bairro Moinhos de Vento quando foi comunicado por outras pessoas na parada de que os veículos não estavam passando. Depois de vários minutos, ele ainda não sabia como ia fazer para chegar ao destino final.