Pouco antes das 19h, houve uma confusão envolvendo os estudantes, que subiram a escadaria principal. A porta da prefeitura foi parcialmente danificada e a tinta jogada na fachada do prédio. O Pelotão de Operações Especiais da Brigada Militar foi acionado e lançou muitas bombas de gás lacrimogênio para tentar dispersar a multidão.
Manifestantes caminharam em direção à polícia, que avançou sobre eles para dispersar a multidão, correndo com escudos e cassetetes. Uma das pessoas chegou a cair no chão e bater a cabeça, sofrendo sangramento. Uma ambulância foi acionada para o socorro. Outra também teve ferimentos leves.
Às 19h10min, a maior parte do grupo recuou e muitos se dirigiram para a Esquina Democrática. Eles subiram a Borges de Medeiros pichado ônibus e gritando com palavras de ordem.

Após confusão no Paço Municipal, manifestantes seguiram caminhada pelas ruas do Centro | Foto: André Ávila
Dois feridos, um detido e vandalismo
No protesto, pelo menos duas pessoas se feriram – uma manifestante e um guarda municipal, que foi levado ao Hospital de Pronto Socorro. Uma estudante de enfermagem da UFRGS foi detida e encaminhada ao Palácio da Polícia, para onde o grupo se dirigiu após deixar o Paço Municipal, passando pelas avenidas Borges de Medeiros e João Pessoa. O grupo faz manifestação para que a universitária seja solta.
O protesto causou uma série de prejuízos ao patrimônio público. Diversas vidraças do prédio da prefeitura foram quebrados, além de danos na porta da edificação e uma pichação ao lado da entrada com crítica ao preço de R$ 3,05. Pelo menos uma viatura da Guarda Municipal teve o parabrisa totalmente destruído.
BM procura responsáveis
A BM informou que começou a identificar vítimas do confronto e também possíveis responsáveis pela violência e crimes de dano. Uma prisão foi efetuada pela Guarda Municipal, de um suspeito de agredir funcionários da prefeitura.
A vereadora Fernanda Melchionna (PSOL) chegou na prefeitura quando a BM ainda lançava bombas de gás lacrimogênio para dispersar a multidão e chegou a sentir os efeitos. "Vim tentar fazer uma mediação e estou me interando do que ocorreu de fato. Faremos nosso papel na Câmara tentando a revogação da nova passagem. Queremos construir um calendário de debates para que a população seja ouvida neste termo", enfatizou.
Pela manhã, um grupo de estudantes protestou contra o aumento no mesmo local. Seguido por um carro de som e munido de apitos, cartazes e megafones, o grupo gritava palavras de ordem e frases contra o prefeito José Fortunati.
Imagens de Émerson Souza / Especial / CP
Com informações de Tiago Medina.