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Os manifestantes seguiram em passeata pacífica do Largo Piraporinha, por volta das 7h, em direção à subprefeitura de M'Boi Mirim e fecharam toda a extensão da via provocando uma fila imensa de ônibus e carros. Um grande número de pessoas que seguia para o trabalho desceu dos coletivos e caminhou pela avenida em busca de alternativa.
Segundo o coordenador da Periferia Ativa, Gilson Alves Garcia, a pauta de reivindicação é ampla. Eles pedem, além da diminuição da tarifa do transporte público, a duplicação da avenida M' Boi Mirim, a extensão do metrô até os bairros da periferia e melhoria das condições do transporte.
Um dos representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Gilson Simões disse que a população da periferia é a que mais sofre com o reajuste da passagem e com as más condições dos transportes. "Não é só tarifa, é uma pauta extensa. São questões locais e gerais, como metrô para a região e duplicação da estrada do M'Boi-Mirim. Além de questões gerais, como o reajuste do aluguel, por exemplo", disse Guilherme Simões, outro ativista integrante da coordenação nacional do MTST.
Os líderes das ações sociais pedem uma reunião com o secretário dos transportes, Gilmar Tato, ainda hoje. O encontro deve ser realizado na subprefeitura de M'Boi Mirim.
Protesto deixa rastro de destruição no centro de SP
Lixos espalhados pelas ruas, estilhaços de vidros e prédios danificados em vários pontos do centro de São Paulo dão a dimensão dos estragos provocados na região ao fim do sexto dia de manifestação contra o aumento da tarifa do transporte público, na noite dessa terça-feira.
Após início pacífico do ato, um pequeno grupo atacou a sede da Prefeitura e as lojas da Rua Direita. Na manhã desta quarta-feira ainda era possível ver objetos queimados pelo chão e os danos causados nas fachadas de edifícios. A maioria das grades de ferro usadas pela Guarda Civil para conter os manifestantes foi arremessada para debaixo do viaduto. Já o posto policial em frente ao prédio e as lixeiras foram queimados.
Desde o inicio da manhã, funcionários isolaram a área, recolhem os destroços e limpam as pichações. A entrada de servidores será normal. Mesmo quem acompanhou pela TV ficou impressionado com o resultado. "Não imaginei que estaria essa bagunça. Exageraram, deveria ser pacífico", reclama Luiz Carlos Casolatto, de 56 anos, porteiro em um prédio da região.
No entorno, diversos estabelecimentos comerciais foram arrombados e saqueados. Duas agências bancárias ficaram bastante danificadas. "Sou a favor dos protestos, mas muitos se apropriam do movimento para praticar vandalismo", afirma André Yashiro, de 37 anos, coordenador de uma loja de presentes, que teve a porta e o estoque destruído. Segundo ele, que ainda não estimou o prejuízo, a polícia orientou os comerciantes que só fossem para o local de manhã para evitar conflitos com vândalos. O vigilante Márcio Nunes, de 33 anos, diz que entende a postura mais violenta. "É culpa dos governantes que fazem absurdos com a sociedade". As paredes do prédio histórico do Teatro Municipal também foram pichadas.