O Dia Nacional de Paralisação em Porto Alegre começou com o bloqueio da garagem da Carris na zona Leste da Capital. Manifestantes impedem a saída dos ônibus do local e prejudicam o deslocamento de usuários na manhã desta sexta-feira. Na empresa Trevo, porém, o Batalhão de Choque da Brigada Militar (BM) conseguiu liberar coletivos das 23 linhas que a companhia atende na Capital.
Quase 30 entidades representantes dos servidores estaduais afinaram o discurso para o Dia Nacional de Paralisação, nesta sexta-feira. Em reunião no Cpers/Sindicato, em Porto Alegre, definiram que todas as categorias vão se concentrar em frente ao Palácio Piratini, às 14h, onde já devem estar as centrais dos trabalhadores e outras entidades.
Para o presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado (Fessergs), Sérgio Arnoud, esse é um evento histórico. “Todas as categorias, independentemente das siglas partidárias e dos ideais que defendem, vão se reunir por lutas conjuntas. Estarão preparados para protestar, dialogar e, se possível, barrar as tentativas de retrocesso que o governo do Estado está anunciando por um pacote de medidas”, salientou.
A presidente do Cpers/Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, enfatizou a importância da unificação do discurso das categorias e do envolvimento da sociedade nos pleitos. “O governo quer colocar a culpa no pagamento dos salários dos servidores o fato de ele não repassar recursos para a educação e a saúde.”
Apesar de cada categoria ter demandas particulares, o discurso será o mesmo. As centrais sindicais lutam contra o projeto que amplia a terceirização, em tramitação no Senado; em oposição ao corte e ao parcelamento de salários e ao congelamento das promoções; e em ataque às medidas provisórias 664 e 665 do governo Dilma, que criaram novos critérios de acesso ao seguro-desemprego, à pensão por morte, ao abono salarial.
Manifestantes bloqueiam garagem da Carris em Porto Alegre
Dia Nacional de Paralisação terá mobilização em frente ao Palácio Piratini