O acampamento de manifestantes contra o governo federal no Parque Moinhos de Vento, Parcão, em Porto Alegre, chegou ao terceiro dia neste sábado. Apesar da chuva, o grupo permanecia no local, em tendas improvisadas e barracas entre as árvores.
Eles estão desde a noite de quinta-feira próximo ao cruzamento da avenida Goethe e Mostardeiro, local que serviu de encontro para movimentos contrários ao governo da presidente Dilma Rousseff. Em suas manifestações e nas faixas, o grupo de cerca de 30 pessoas defende a renúncia da presidente e apoia as ações do juiz Sérgio Moro, no comando das operações da Polícia Federal Lava-Jato.
Segundo o administrador de empresas Hércules Alessio, a mobilização deve permanecer até a mudança no governo federal. “Não podemos aceitar. Infelizmente no Brasil roubar e mentir não dá cadeia”, disse ele.
Os integrantes improvisaram locais para fazer as refeições e também relataram o apoio voluntário de outras pessoas, que ajudaram com mantimentos e água. “A adesão é totalmente espontânea. As pessoas simplesmente chegam querendo ajudar ou conversar”, comentou Adriano Costa, que integra o ato desde a quinta-feira passada.
Assim como ocorreu nos outros dias, muitos veículos passam buzinando em apoio. Há ainda aqueles que passam provocando, como gritando ‘não vai ter golpe’, lema dos defensores do governo federal. Mas não foram registradas ocorrências de violência.
Manifestantes contra o governo federal seguem acampados no Parcão
Integrantes prometem deixar o local somente após a saída da presidente Dilma