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Manifestantes da Via Campesina protestam na Capital e Interior

Em Rio Pardo houve confronto com a Brigada Militar

Protesto também chegou à Capital na manhã de hoje
Protesto também chegou à Capital na manhã de hoje Foto : Carla Ruas
Pelo menos 1,2 mil mulheres integrantes de movimentos sociais estão no campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. Uma comissão vai discutir com o reitor Carlos Alexandre Neto a implantação de um parque tecnológico no Campus do Vale, onde serão instaladas empresas de agronegócio.

Cerca de 500 mulheres protestaram, nessa manhã, em frente ao prédio do Ministério da Agricultura, na Capital, contra a excessiva quantidade de agrotóxicos nos alimentos comercializados no Brasil. Segundo elas, mais de 95% da soja e cerca de 40% do milho plantados no Rio Grande do Sul são geneticamente modificados. Essas mulheres se juntaram, no início da tarde, a outras 800 que bloquearam, na manhã de hoje, a BR-116, em Esteio, em frente à empresa Solae.

Palmeira das Missões

Neste momento, outras 500 mulheres estão reunidas no salão paroquial de Palmeira das Missões. Pela manhã, elas bloquearam a RST-569 para denunciar a violência contra a mulher. Uma comissão entrega, à tarde, um documento ao Ministério Público com dados sobre violência doméstica no Brasil e no Estado.

Segundo Alexandra Silva, do Movimento dos Atingidos por Barragem, Palmeira das Missões é um das cidades gaúchas com maior índice de violência contra a mulher. A Polícia Civil registrou, somente em janeiro, sete denúncias por dia. Esses protestos fazem parte do calendário de mobilização pelo Dia Internacional da Mulher, comemorado na próxima segunda-feira.

Rio Pardo

Em Rio Pardo, um terceiro grupo de desloca para Santa Cruz do Sul. Os manifestantes são pequenos agricultores da região e estão acampados desde o fim da tarde de ontem. Por volta das 8h, eles se deslocaram pela BR-471 até o Parque de Exposições Expoagro Afubra

A Brigada Militar foi acionada e, segundo os manifestantes, foram utilizadas duas granadas de som e luz. Houve correria e uma agricultora acabou ferida no rosto. De acordo com a Brigada Militar de Santa Cruz do Sul, não houve confronto direto entre manifestantes e policiais militares.