Depois de deixarem o plenário, os manifestantes prometem ficar nas galerias para acompanhar as próximas sessões dos vereadores até o recesso parlamentar, marcado para a próxima quarta-feira, dia 17 de julho. A decisão, no entanto, não foi unânime e gerou polêmica entre os presentes. Até amanhã, serão realizados debates e seminários, com a participação de diversas classes de trabalhadores, para novas discussões.
Ainda durante a assembleia deste sábado, os manifestantes avaliaram a proposta apresentada ontem pela Câmara de Vereadores. Eles definiram que o grupo irá encaminhar uma solicitação para que haja a abertura das planilhas de contas da empresas de transporte público da Capital. Além disso, pedem a convocação de uma audiência pública para tratar do assunto.
Outra reivindicação levantada pelo Bloco de Lutas é o passe livre para estudantes, idosos e desempregados. Segundo a vereadora Sofia Cavedon (PT), os parlamentares devem apresentar uma proposta de passe livre ao prefeito José Fortunati na segunda-feira.
Para o grupo, tais propostas deveriam ser apreciadas na primeira semana de agosto, após o recesso parlamentar. Uma nova assembleia, porém, deve ocorrer na segunda pela manhã, antes da desocupação, para definir o rumo da mobilização.
Ontem, os vereadores assinaram um documento em resposta à pauta de reivindicação encaminhada pelos ativistas. No texto, os parlamentares apontaram que somente três dos sete itens poderiam ser atendidos, já que as demais não são de competência do Legislativo.
Ânimos acirrados
Ontem, porém, o clima na Casa era de tensão. Por volta das 17h30min, o presidente da Câmara Thiago Duarte (PDT) e o fotógrafo da Casa Elson Sempé Pedroso relataram agressões dos manifestantes. O caso acirrou ainda mais os ânimos.
Sempé, que também é professor da PUCRS, disse que foi atacado por cerca de 10 manifestantes, que o teriam confundido com um profissional de um grupo de comunicação que foi proibido pelo grupo de entrar na Câmara. O acesso de alguns jornalistas de diferentes veículos de comunicação segue restrito no local.
O Bloco de Lutas negou, porém, qualquer tipo de agressão tanto ao vereador quanto ao fotógrafo. O grupo classificou a informação da agressão como “jogada política”, por meio de uma nota oficial. Os manifestantes estão no plenário da Câmara Municipal desde a tarde da última quarta-feira.