Robson Zinn rebateu as informações de que estaria intervindo na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as mortes na boate Kiss. O procurador alegou que a ocupação do prédio teve cunho político. "Por trás do movimento estava o Partido dos Trabalhadores", afirmou. Ele criticou ainda o presidente da Associação dos Familiares e Sobreviventes de Vitimas da Tragédia de Santa Maria (AFSVT), Adherbal Ferreira. Segundo Zinn, Ferreira faltou com o respeito durante uma reunião da CPI, quando ameaçou a integridade física das vereadoras Maria de Lourdes Castro (PMDB) e Sandra Rebelato (PP). "Na oportunidade, eu intervim, o que deixou Adherbal irritado e começou uma perseguição a minha pessoa", argumentou.
O vereador Ademar Pozzobom (PSDB), que deixou a mesa diretora da Câmara de Vereadores, disse que Robson Zinn teve uma sequência de falhas no cargo. O presidente da Casa se comprometeu ainda que deixarão o postos os três vereadores que integravam a CPI da Kiss: Maria de Lourdes Castro (PMDB), Sandra Rebelato (PP) e Tavores Fernandes (DEM). Os manifestantes já começaram a limpeza do prédio, que deve ser concluída até quarta-feira.
O principal motivo da ocupação foi o vazamento da gravação de uma conversa entre dois vereadores que integram a CPI e um assessor. No áudio, com mais de 42 minutos, a presidente da comissão, Maria de Lourdes Castro (PMDB), o vice, Tavores Fernandes (DEM), e o assessor, que seria o autor da gravação, tece críticas à mudança de posicionamento da vereadora Sandra Rebelato (PP), relatora da CPI. Na gravação, o trio diz que a investigação não pode chegar ao secretário de Relações de Governo e Comunicação, Giovani Mânica, nem ao prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer.
Manifestantes vão concluir limpeza do prédio até quarta-feira / Foto: João Vilnei / Especial / CP