• Manifestações ocorrem em todo o Brasil
Antes, um ônibus foi alvo de diversos objetos atirados pelos manifestantes na Azenha e, inclusive, teve tochas incendiadas jogadas no seu interior. O Batalhão de Choque da BM avançou perante o grupo com forças a pé e a cavalo, utilizando balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os envolvidos no ataque. A maior parte do grupo não participou dos atos de vandalismo e, na Ipiranga, partiu rumo a Lima e Silva, no bairro Cidade Baixa.
No ataque à concessionária, capacetes foram furtados e houve danos às motocicletas. Alguns integrantes do protesto vaiaram a depredação, além de gritar “sem vandalismo”. O primeiro enfrentamento com a BM aconteceu em frente à sede da Polícia Federal, quando a avenida Ipiranga foi bloqueada nos dois sentidos para a dispersão do grupo.
A manifestação
Milhares de manifestantes começaram a se reunir por volta das 18h30min no Paço Municipal, na região central, para protestar contra os gastos para a realização da Copa do Mundo no Brasil, além de mais um ato pela redução do valor da passagem de ônibus na Capital.
O ato ganhou corpo e uma hora depois contava com 7 mil, de acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). No início da manifestação, ao contrário das anteriores, o público era mais heterogêneo, com famílias e pessoas mais velhas.
Depois de deixar a prefeitura, o grupo se deslocou à avenida Salgado Filho, onde o trânsito ficou interrompido. Na passagem dos manifestantes, muitos moradores da região mostravam bandeiras, panos brancos das janelas e jogavam papel picado. O grupo tomou a João Pessoa, paralisando avenida. Os primeiros desentendimentos entre o grupo ocorreu no cruzamento com a Ipiranga. Após atos de vandalismo, muitos se dirigiram à Cidade Baixa, enquanto uma minoria iniciou o enfrentamento com os policiais.
Trânsito congestionado
Os participantes carregam diversos cartazes contra o Mundial no País e gritavam frases de efeito, como: "Da Copa, eu abro mão, quero meu dinheiro para saúde e educação”. Por causa do ato, as principais avenidas e ruas da região central foram bloqueadas pela EPTC. O motorista de um ônibus da STS contou à reportagem que a EPTC orientou as empresas a não acessar o Centro da Capital. Por isso, muitas pessoas aguardavam a chegada de ônibus na região.
*Com informações dos repórteres Laion Espíndula e Luiz Sérgio Dibe