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Manifestantes encerram protestos no Dia Nacional de Paralisações em frente ao Piratini

Manifestantes encerraram os protestos no começo da tarde em frente ao Palácio Piratini

Manifestação encerrou em frente ao Piratini
Manifestação encerrou em frente ao Piratini Foto : Tarsila Pereira
Os manifestantes da CUT, CTB, Cpers e outras forças sindicais que participaram do Dia Nacional de Paralisação encerraram os protestos contra o projeto de lei das terceirizações, a rejeição as Medidas Provisórias 664 e 665 (ajuste fiscal) no começo da tarde desta sexta-feira em frente ao Palácio Piratini.

Durante a manhã, integrantes das forças sindicais se concentraram no Centro de Porto Alegre com carros de som. Os trabalhadores ligados ao Sindicato dos Servidores Públicos do RS (Sindsepe) seguiram em caminhada até a sede de Fecomércio/RS, na rua Alberto Bins, no Centro da Capital, onde participaram de uma manifestação convocada pelas centrais sindicais.

Para quem precisou de ônibus em Porto Alegre e do Trensurb, na região Metropolitana, a manhã foi complicada. Apesar da determinação da Justiça para que fosse mantida 50% da frota de ônibus nos horários de pico, entre às 6h e 9h, em razão da adesão dos rodoviários à greve geral, muitas empresas não cumpriram a ordem.  

A situação mais delicada ocorreu em frente à garagem da Carris, na rua Albion. No local, dezenas de manifestantes se posicionaram em frente aos portão, impedindo a saída dos ônibus. A Brigada Militar foi acionada e negociou a desobstrução, para a saída dos veículos. A população que depende do transporte público precisou buscar alternativas para garantir o deslocamento. Por volta das 10h, a situação dos coletivos já estava normalizada em vários pontos da cidade. A movimentação de táxis pela região central foi intensa desde às 6h. Quem tentou pegar um, tinha que ter paciência. 

Passageiros em pé


Para amenizar os prejuízos, as lotações foram autorizadas a transportar passageiros em pé. Na avenida Ipiranga, muitas lotações passaram lotadas no início da manhã. “Está difícil. A lotação está realmente lotada”, disse Jilmar Silva da Rocha, ao descer do veículo e tentar chegar ao serviço. “Já estou mais de meia hora atrasado. É correr contra o tempo”, disse.  Outra medida que amenizou o impacto da greve veio da Metroplan, que autorizou que os ônibus da região metropolitana pegassem passageiros dentro da Capital.

Congestionamentos

Em função dos ônibus não circularem, o fluxo de carros, que já é intenso nas ruas da Capital, aumentou nesta sexta-feira. Até às 10h, as principais avenidas apresentaram congestionamentos, como ocorreu nas avenidas Ipiranga, Protásio Alves, Perimetral, Farrapos e a Legalidade.

Trensurb parado

Se os rodoviários aderiram parcialmente à greve, os metroviários pararam por completo durante o Dia Nacional de Paralisações. A Trensurb amanheceu com as portas e estações fechadas e com os cartazes informando “Estamos em Greve”. Essa foi a única informação que milhares de pessoas que utilizam o transporte entre as cidades do Vale doSinos e a Capital tiveram ao chegar nos locais.

Protesto no Salgado Filho

O Sindicato Nacional dos Aeroportuários também aderiram ao Dia Nacional de Paralisações no Rio Grande do Sul. Manifestantes promoveram atos no saguão de desembarque do aeroporto Salgado Filho, no início da manhã. O ato não chegou a prejudicar as operações no aeroporto.

Com faixas e carro de som, eles distribuíram panfletos e fizeram discursos criticando o processo de terceirização. Além disso, os trabalhadores aproveitaram para rejeitar a possibilidade de concessão do Salgado Filho à iniciativa privada, assim como ocorreu com outros aeroportos.

Confira como foi a cobertura do Dia de Paralisação em tempo real