A Brigada Militar (BM) usou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar o grupo na avenida. Além de um efetivo da corporação próximo ao Paço Municipal, os cruzamentos da Borges na área central estavam bloqueados pela Polícia, com o objetivo de proteger as sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Estado.
A cavalaria da BM e o pelotão de choque da BM dispersaram os ativistas, que seguiram pela Rua dos Andradas e Sete de Setembro em direção à Praça da Alfândega. Mais uma vez, vândalos investiram contra estabelecimentos comerciais do Centro, quebrando vitrines e janelas. Alguns partiram rumo à avenida Salgado Filho e deixaram o movimento.
Chefe do Estado Maior da BM, coronel Alfeu Freitas, confirmou saques e depredações no Centro. A agência do Banco do Brasil da rua Andrade Neves foi destruída e as lojas Multisom e McDonalds da Andradas pichadas. Também houve o registro de assaltos na região e contêineres incendiados.
Após o confronto com a polícia no Centro, cerca de 1,5 mil manifestantes tomaram as ruas da Cidade Baixa. Um grupo de policiais foi transferido da região central para a Azenha. Um novo enfrentamento ocorreu na avenida João Pessoa, com a BM tentando desocupar a via.
Ato
O ato partiu de frente da prefeitura por volta das 18h30min e seguiu, de forma pacífica, em direção da avenida Mauá, por onde continuou rumo à Usina do Gasômetro e Câmara dos Vereadores. Em frente ao Centro Administrativo Estadual, na esquina das avenidas Loureiro da Silva e Borges de Medeiros, a maior parte da caminhada retomou o caminho de volta ao Centro de Porto Alegre.
Durante a caminhada, muitas pessoas em apartamentos manifestavam apoio ao protesto, que tem diversas causas em pauta. Críticas mais fortes foram dirigidas ao deputado Marco Feliciano e à presidente Dilma Rousseff.
Cerca de 8 mil pessoas caminharam pela avenida Borges de Medeiros nesta noite | Foto: Fabiano do Amaral