Durante o início das manifestações, a maioria deixou claro que enquanto o transporte público não for gratuito para estudantes, idosos e desempregados, a Câmara vai permanecer ocupada. Outro pedido essencial que permeia a discussão é a abertura imediata das contas das empresas de ônibus.
Antes mesmo do início da assembleia, que teve transmissão simultânea pela internet e via TV Câmara, o grupo, que começou a reunião com cerca de 100 manifestantes, teve a primeira vitória: outros 300 do lado de fora puderam entrar e participar da manifestação. O pedido para os guardas municipais deixarem o local, porém, não foi atendido pelo presidente da Câmara, vereador Thiago Duarte (PDT).
“Estamos tentando o diálogo, mas não queremos vandalismo e depredação”, disse o parlamentar, antes de permitir a abertura dos portões. Duarte não descartou acionar a Justiça para retirar os manifestantes caso haja depredação do patrimônio público.
Conforme os participantes da invasão, há, ainda, a possibilidade de que mais pessoas acampem no entorno da Câmara como forma de protesto. Isso porque os portões foram abertos por cerca de meia hora e quem não havia entrado, até então, não conseguiu mais.
A Brigada Militar foi acionada para garantir a segurança ao redor do prédio do Legislativo.
As principais rreivindicações do Bloco de Luta:
- Implementação imediata do passe livre para estudantes, idosos e desempregados;
- Abertura imediata das contas das empresas de ônibus;
- Melhores condições de trabalho para a categoria dos rodoviários;
- Descriminalização dos Movimentos Sociais;
- Suspensão dos impactos das obras da Copa;
- Democratização dos Meios de Comunicação;
- Retomada da demarcação e titulação dos territórios indígenas e quilombolas;
- Investimento de 35% do Orçamento para educação, como manda a legislação;
- Pagamento do piso nacional do magistério.
Com informações do repórter Wagner Machado / Rádio Guaíba