Conforme o coordenador da Associação Software Livre, Marcelo Branco, a articulação feita em sua maior parte pela rede de comunicação digital também discute a crise econômica mundial e defende "uma economia a serviço das pessoas", conta. Branco, um dos organizadores do movimento em Porto Alegre, acredita que o engajamento na ação acompanha a tradição democrática da Capital, que nos últimos anos instituiu o Fórum Social Mundial e apresentou o modelo de gestão do Orçamento Participativo ao Mundo.
Seguindo a tendência global do movimento, o 15oPoa foi organizado independente de partidos políticos e sindicatos. Mesmo assim, militantes com símbolos de seus partidos acompanharam o protesto, apesar de terem sua presença repudiada por parte dos manifestantes. Para presidente da OAB/RS, Claudio Lamachia, a condição apartidária fortalece o caráter cidadão ao movimento. Segundo ele, a mobilização social é um importante instrumento de pressão pelo fim do voto secreto de parlamentares e também pela aplicação da lei da ficha limpa sobre políticos condenados.