Professores e um grupo de mascarados começaram a gritar contra os vereadores e a lançar objetos como garrafas plásticas e pedras. A PM lançou as bombas e forçou o recuo do grupo. Havia pelo menos mil profissionais de educação da rede municipal no local. A multidão em fuga tomou a Avenida Rio Branco, a principal do centro do Rio. Em um primeiro momento, os professores começaram a voltar para a Cinelândia gritando, em coro, "Educação resiste".
Com os Black Blocs na linha de frente e persistindo na hostilidade aos PMs, os manifestantes tentaram permanecer ao lado do Theatro Municipal, ainda próximo da Câmara, mas foram expulsos. Os policiais se perfilaram em formação e, com escudos e cassetetes e empregando as bombas, forçaram o grupo a recuar cada vez mais no sentido da Avenida Presidente Vargas, distante da Cinelândia cerca de 1 quilômetro.
No caminho, os Black Blocs promoveram depredação. Removeram lixeiras, jogaram sacos de lixo sobre a avenida e quebraram vidraças de pelo menos duas agências bancárias - uma da Caixa Econômica Federal e outra do Itaú. Na do Itaú, havia funcionários que, assustados, apenas assistiram ao quebra-quebra. Outro prédio da Rio Branco também teve a fachada danificada. Às 17h, uma das pistas da Avenida Presidente Vargas foi fechada pelos manifestantes, na esquina com a rua Uruguaiana. As bombas continuavam a explodir.