A manifestação contra a corrupção e a favor da democracia e do impeachment da presidenta Dilma Rousseff reúne no centro de Brasília mais de 3 mil pessoas, segundo números da Polícia Militar do Distrito Federal. A concentração inicial dos manifestantes ocorre na Esplanada dos Ministérios, em frente à Biblioteca Nacional de Brasília.
O protesto contra o governo de Dilmar Rousseff ocorre também em pelo menos outras cinco capitais. Em Porto Alegre, a manifestação deve crescer durante à tarde no Parcão. No Rio de Janeiro, um homem chegou a ser levado pela polícia após provocar manifestantes em Copacabana. A exemplo dos atos de março, o grupo caminha pela orla da cidade.
Em Belo Horizonte, manifestantes exibem cartazes contra ajuste fiscal, pedem combate à corrupção e a saída da presidente Dilma. A organização do movimento acredita na presença de 5 mil pessoas. Em Belém, a avenida Presidente Vargas foi tomada por manifestantes que também pedem aumento de salário para os professores. Já em Salvador, o Farol da Barra reúne ao menos 1,5 mil pessoas. Em Manaus, também há manifestantes que decidiram sair para as ruas e protestar contra o governo federal.
Movimento pacífico em Brasília
Na maioria, os manifestantes usam camisas nas cores verde e amarelo e muitos exibem bandeiras do Brasil. "Tive o desprazer de ser criança e adolescente em meio à ditadura e ver a democracia avacalhada é triste. O que está acontecendo agora com o país não é bom", disse à Agência Brasil a servidora pública Maria do Amparo.
O ato organizado pelas redes sociais transcorre em clima pacífico, com muito pais acompanhados dos filhos. A Polícia Militar montou uma série de bloqueios em meio à Esplanada dos Ministério para fazer a revistas nas pessoas que chegam ao local com mochilas ou pochetes. Ao todo, 3 mil militares foram mobilizados para acompanhar as manifestações.
Com sol forte, muitos manifestantes procuram abrigo próximo a árvores e sob alguns monumentos. Para a aposentada Lucia Monteiro, o brasileiro deve ir às ruas para provocar mudanças na política do país. "Para que se mude é preciso que se peça a mudança.
Se nunca se reclamar, nunca vai haver mudança." Um pequeno grupo de pessoas ligadas à Ordem Dourada do Brasil pede a "intervenção militar Constitucional". "O impeachment não é a solução", disse o militar da reserva Nando Patriota, um dos líderes do movimento. O pedido de intervenção militar foi vaiado e os carros de som dos demais movimentos aumentaram o volume no momento em que as pessoas da Ordem Dourada do Brasil falam de outro trio elétrico.
Manifestantes ocupam Esplanada em Brasília em protesto contra governo
Três mil militares foram mobilizados para acompanhar manifestação