Manifestantes que participaram de marcha pró-Dilma, na tarde desta sexta-feira, se reuniram em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Estado, para reivindicar que o governador José Ivo Sartori se posicione sobre o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Apenas a Casa Civil está à disposição dos manifestantes para receber eventual documentação, pois Sartori está em Pelotas, no Sul do Estado, e depois segue para Caxias do Sul, na Serra.
A marcha convocada por centrais sindicais e movimentos sociais em defesa da presidente Dilma Rousseff complicou o trânsito na região central de Porto Alegre. Os manifestantes partiram da Rótula das Cuias, passaram pelas vias Aureliano de Figueiredo Pinto, Praia de Belas, Borges de Medeiros e Riachuelo, até chegar à rua Duque de Caxias, onde fica a sede do Executivo estadual. Segundo a Brigada Militar, a marcha reuniu 2 mil pessoas. Já de acordo com os manifestantes, a caminhada teve participação de 5 mil.
Para o presidente da CTB, Guiomar Vidor, que estava presente no ato, o momento político vivido pelo país é de ameaça à democracia. " Existe a construção de um golpe implementado pelos setores conservadores e dominantes, e isso representaria um retrocesso aos avanços sociais que tivemos até agora", declarou.
O ato também marcou a 20ª edição da Marcha dos Sem — desempregados, sem-teto e sem-terra — e concentra reivindicações de servidores estaduais e entidades que lutam pelos direitos de minorias. O grupo promete continuar mobilizado, com nova manifestação nas ruas da capital gaúcha na próxima quarta-feira.
Manifestantes pedem que Sartori se posicione sobre impeachment
Marcha pró-Dilma reuniu milhares em Porto Alegre