A manifestação na Esplanada foi organizada pela Força Sindical em parceria com a União Geral dos Trabalhadores (UGT-DF). Segundo o presidente da Força Sindical do Distrito Federal, Carlos Alves, o objetivo “é mobilizar trabalhadores nacionalmente, neste dia de lutas para que a pauta seja atendida e, também, pressionar o governo para a criação de projetos que beneficiem os trabalhadores”.
Segundo ele, as reivindicações envolvem a redução da carga horária de 44 horas para 40 horas semanais sem redução de salário, o fim do fator previdenciário, o arquivamento do Projeto de Lei 4.330, que permite a terceirização das atividades fim, além doo reajuste para o aposentado, o voto aberto no Congresso, investimentos em saúde, educação e transportes.
Para o presidente da UGT-DF, Isaú Joaquim Chacon, as duas centrais sindicais reuniram cerca de 2 mil pessoas para reivindicar 15 ítens já discutidos na 7ª Marcha à Brasília, que aconteceu em março. “Estamos dando continuidade àquilo que nós fizemos na marcha, há muito tempo batemos na mesma tecla, queremos melhores transportes, mais segurança, saúde e educação”, disse.
A Polícia Militar do Distrito Federal informou que três pistas do Eixo Monumental foram ocupadas durante a marcha e que 600 pessoas participaram do protesto.
Na sede nacional do Incra, trabalhadores do MST ocuparam a recepção em forma de protesto. Segundo o coordenador do MST – DF e entorno, Lucimar Nascimento, a manifestação é contra a paralisação da reforma agrária. “Hoje o Incra está ocupado e parado, assim como a reforma agrária. Estamos protestando contra os acordos com o governo federal que não foram cumpridos”.