Manifestantes acreditam que o caminhão de frete contratado pelo Ibama não é adequado ao transporte dos animais. "Sou a favor da retirada, mas não com esse caminhão, que não possui refrigeração", alega Naor Nemmen, da ONG Porto Alegre Melhor. De acordo com o médico-veterinário do Ibama Paulo Wagner, o caminhão tem espaço suficiente para ventilação e está autorizado a fazer a viagem.
Sobre o risco de perder exemplares durante a transferência, Wagner admitiu que a possibilidade existe, mas que estão sendo tomados todos os cuidados necessários – viagem no período de menor calor (noite) e acomodação em gaiolas especiais – para evitar baixas. “Qualquer manipulação de animal envolve algum risco”, disse.
Os animais estão sendo retirados com redes de contenção e colocados nas gaiolas apropriadas, mas ainda não no caminhão. Segundo o Ibama, são 73 animais como araras, ratões-do-banhado, jabutis e micos-prego, provenientes de doações ou de apreensões. Quatro veterinários da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) acompanham a transferência, que foi definida após o Ibama considerar as instalações inadequadas devido ao barulho e à poluição locais e prefeitura manifestar não ter mais interesse em manter a área.
O vereador Carlos Todeschini, que estava no local quando teve início a captura dos animais, disse que vai tentar entrar com uma liminar para impedir a operação.