• Galeria de fotos: Protestos tomam conta do Rio Grande do Sul
Os manifestantes deixaram seus locais de concentração logo no início da tarde. Caminhadas partiram da chamada Rótula do Papa, no bairro Menino Deus; da rótula do postão do IAPI, na zona Norte; e da estátua do Laçador, no bairro Anchieta, próximo ao Aeroporto Internacional Salgado Filho. Servidores públicos do Estado se concentraram na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, sede do governo gaúcho.
O ato em frente ao Mercado Público é organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Nacional dos Estudantes (UNE), sindicatos e Via Campesina. O protesto aguarda a chegada dos demais movimentos que ocorrem na Capital e reúne as mais diversas pautas, como o fim do fator previdenciário, contra a chamada PL da terceirização, reforma agrária, pagamento do piso aos professores do Estado, 10% do PIB para a educação, jornada de 40 horas, passe livre e abertura das contas das empresas de transporte público. "O brasileiro, vamos acordar. Professor vale mais que o Neymar", gritam os manifestantes.
Um grupo pertecente ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) saiu de Vale do Sol, na região do Rio Pardo, a três horas de Porto Alegre, em carros organizados pelos integrantes. "Estamos aqui para exigir a retificação das dívidas dos agricultores", contou Leonir Plas.
Há também quem é contra a atual gestão da CUT. Portando uma bandeira com a frase "a CUT pode mais", Lúcia Diefenbach, do Sindicato dos Servidores Públicos do RS (Sindsepe) disse que faz parte de um grupo da oposição à central: "Somos um grupo à esquerda dentro da CUT. E esse ato não é chamado apneas pela central, como por vários sindicatos e organizações dos trabalhadores.
As passeatas causaram novos bloqueios no trânsito da Capital. Além dos servidores públicos, rodoviários, comerciários, metalúrgicos, professores, bancários, vigilantes, trabalhadores da construção civil, aposentados e movimentos estudantis e sociais estão mobilizados.