Segundo a organização do protesto, o objetivo da manifestação foi denunciar que o plástico verde, produzido à base de cana-de-açúcar, é tão nocivo e poluidor quanto o plástico fabricado à base de petróleo. "O produto é propagandeado pela empresa e pelos governos como uma solução para os problemas ambientais. No entanto, as mulheres alertam que o plástico verde irá intensificar a proliferação do monocultivo, a transgenia, o uso de agrotóxicos e a concentração de terra", divulgou o grupo em nota à imprensa.
Ainda de acordo com o comunicado, para viabilizar a produção de plástico verde em grande escala, a empresa
tem como meta plantar quase 2 milhões de hectares de cana-de-açúcar no Estado. "Isso inviabiliza ainda mais a agricultura camponesa e gera a expulsão de milhares de famílias camponesas da terra."
No entanto, o gerente de Relações Institucionais da Braskem, João Rui Freire, rebateu a justificativa dos manifestantes: “Nós somos compradores de etanol. Nós nunca vamos entrar nesse seguimento (de produção da cana-de-açúcar)”.