Para conclamar os participantes, o grupo utilizou as redes sociais, destacando que o evento serviria para que “ Nossa alegria não se cale frente às violações dos Direitos Humanos”. Sob o olhar de policiais e com gritos "tatu-tatu- tá- tudo errado", o grupo desceu a avenida Borges de Medeiros até o Largo Glênio Peres, onde ocorreu o embate na semana passada.
Conforme o responsável pelo Comando de Policiamento Ostensivo da Capital (CPC), coronel Alfeu de Freitas, foi realizado, na presença de vereadores e do secretário estadual da Justiça e dos Direitos Humanos (SJDH), Fabiano Pereira, um acordo entre os manifestantes e a polícia para que o protesto seja pacífico. Na página do grupo no facebook, os manifestantes dizem serem contra a "violência policial patrocinada pelo Estado e por empresas privadas, privatização dos espaços públicos, remoções das comunidades em nome da Copa de 2014, toque de recolher com fechamento seletivo de bares na Cidade Baixa visando a exclusão social e a especulação imobiliária”.
A Coca-Cola, divulgou, através de nota oficial na noite desta quinta-feira, que não recolocará o tatu-bola no Largo Glênio Peres, no Centro de Porto Alegre. Segundo a empresa, o objetivo do boneco era dar visibilidade e criar familiaridade da população com o mascote. No entanto, em função do embate, seguido de feridos, vandalismo e prisões, a empresa anunciou em comunicado que "esta ação específica não retornará, mas a cidade continua sendo uma das praças prioritárias da Companhia em suas ações de engajamento com o espírito festivo deste que é o maior evento esportivo do mundo".
Manifestantes protestam contra repressão da Brigada Militar há uma semana | Foto: Mauro Schaefer