A massa de manifestantes é bastante heterogênea: um grande grupo com bandanas e bandeiras do Brasil, outros que pedem reforma política e levantam cartazes contra a PEC 137, e muitos jovens com márcaras. Ativistas que se concentravam no Largo Glênio Peres começaram a seguir o carro de som do Bbloco de Luta Contra o Aumento da Passagem, que toma a direção da avenida Júlio de Castilhos.
O objetivo seria alcançar rapidamente a esquina entre a avenida Ipiranga e a Erico Verissimo, furando o bloqueio que a polícia manteve no local nas manifestações anteriores. Após reunião nesta segunda entre os órgãos de segurança do Estado, ficou decidido que a pista da avenida Ipiranga no sentido bairro-Centro será liberada para o protesto. A via no sentido contrário, porém, ficará bloqueada até o fim da manifestação.
O reajuste no preço da passagem do transporte coletivo foi o estopim das manifestações que já abraçaram novas causas, como gastos excessivos com a Copa do Mundo de 2014; contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37 - que limita o poder de investigação criminal do Ministério Público (MP); e contra o projeto conhecido como "cura gay", aprovado recentemente na Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP).