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Manifestantes tomam praticamente toda avenida Rio Branco, no Rio

Grupos de estudantes de medicina e advogados colocaram-se à disposição no protesto

Manifestantes no Rio de Janeiro ocupam praticamente toda a avenida Rio Branco, uma das principais do Centro do Rio de Janeiro. Várias palavras de ordem são entoadas, entre elas, as que pedem a redução da tarifa, como "Olê, olê, olá. Se a passagem não abaixar, o Rio vai parar". Às muitas bandeiras do Brasil, somam-se as de partidos, como PSol e PSTU, da União Nacional dos Estudantes (UNE) e do arco-íris.

O coro, por vezes, lembra os de estádios de futebol, com rimas impublicáveis e referências a políticos, como o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). O número de manifestantes é maior do que o do ato de quinta-feira, mas ainda não foi feita uma avaliação oficial da Polícia Militar (PM). Na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), perto dali, que foi alvo de pichações no último ato, cerca de 50 cavaletes foram postos, preventivamente, pela polícia, com o objetivo de proteger o prédio histórico. O centro teve reforço de policiamento desde o início da tarde.

Apoio de advogados estudantes

Um grupo de 60 advogados se pôs à disposição dos manifestantes para agir em caso de prisões arbitrárias. Vinte estudantes de medicina vestindo jalecos se prontificaram a dar atendimento a eventuais feridos. Por enquanto, embora conte com a adesão de milhares de participantes, transcorre, normalmente, o protesto pela avenida Rio Branco.

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