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Manifestantes vão às ruas em Passo Fundo

Ativistas reclamaram do aumento das passagens, da corrupção, e do gasto com obras da Copa

A chuva fina que caiu no início da noite desta quinta-feira não conseguiu tirar o ânimo dos manifestantes de Passo Fundo, que saíram às ruas para protestar contra o aumento das passagens urbanas e a corrupção e em defesa da saúde, segurança e educação. A concentração do protesto chamado pelo Comitê de Lutas Sociais começou na avenida Brasil esquina com a Bento Gonçalves, no centro de cidade.

Aos poucos, pessoas de diferentes faixas etárias chegaram de todos os lados da cidade e tomaram o Centro. Com máscaras, faixas e cartazes, os manifestantes repudiavam o aumento das passagens, a corrupção, os gastos de bilhões na construção de estádios para a Copa do Mundo e cobravam mais verbas para a saúde e educação. “Não queremos a Copa, queremos verbas para a educação”, gritavam.

O governador Tarso Genro foi alvo de protesto de professores pelo não cumprimento do piso do magistério. “Fora da Lei. Governador Tarso não cumpre a lei do piso. Até quanto?", indagavam os cartazes. O ex-presidente Lula também não escapou das crítica, e foi chamado de "chefe da quadrilha" pelos manifestantes, numa referência ao escândalo do mensalão.

Do centro, com um potente carro de som, os ativistas saíram em caminhada até o Centro Administrativo, onde ficam os prédios da prefeitura e da Câmara de Vereadores, todos fechados. Com forte aparato, a Brigada Militar acompanhou a manifestação, mas não foram registrados incidentes.

Desde abril, Comitê de Lutas Sociais já tinha realizado cinco protestos em repúdio pelo aumento das passagens de R$ 2,45 para R$ 2,70, mas nenhum tinha reunido tantos manifestantes. O comitê estima de seis a oito mil pessoas e a Brigada Militar três mil.

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