Aos poucos, pessoas de diferentes faixas etárias chegaram de todos os lados da cidade e tomaram o Centro. Com máscaras, faixas e cartazes, os manifestantes repudiavam o aumento das passagens, a corrupção, os gastos de bilhões na construção de estádios para a Copa do Mundo e cobravam mais verbas para a saúde e educação. “Não queremos a Copa, queremos verbas para a educação”, gritavam.
O governador Tarso Genro foi alvo de protesto de professores pelo não cumprimento do piso do magistério. “Fora da Lei. Governador Tarso não cumpre a lei do piso. Até quanto?", indagavam os cartazes. O ex-presidente Lula também não escapou das crítica, e foi chamado de "chefe da quadrilha" pelos manifestantes, numa referência ao escândalo do mensalão.
Do centro, com um potente carro de som, os ativistas saíram em caminhada até o Centro Administrativo, onde ficam os prédios da prefeitura e da Câmara de Vereadores, todos fechados. Com forte aparato, a Brigada Militar acompanhou a manifestação, mas não foram registrados incidentes.
Desde abril, Comitê de Lutas Sociais já tinha realizado cinco protestos em repúdio pelo aumento das passagens de R$ 2,45 para R$ 2,70, mas nenhum tinha reunido tantos manifestantes. O comitê estima de seis a oito mil pessoas e a Brigada Militar três mil.