Nesta quinta-feira, jornalistas dos principais veículos de comunicação do Estado foram proibidos de entrar na Câmara. Os manifestantes solicitaram a identificação dos profissionais e avaliaram a possibilidade de acesso de cada um.
Ainda nesta noite, a Bancada de vereadores do PT emitiu uma nota favorável ao movimento. O partido frisou que “respeita o movimento dos jovens que ocupa o Legislativo, considerando legítima a manifestação e defende o diálogo para a resolução do impasse”. No entanto, não há reunião agendada entre os parlamentares e manifestantes para esta sexta-feira.
O plenário foi ocupado por volta das 17h30min dessa quarta, por cerca de 50 pessoas. De acordo com Matheus Gomes, um dos coordenadores do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e membro do movimento social, o grupo quer discutir um projeto para instituir o passe livre para estudantes, idosos e desempregados. Além disso, eles exigem a divulgação das contas das empresas de transporte coletivo da Capital.
Desde o início das manifestações, a maioria deixou claro que enquanto o transporte público não for gratuito para estudantes, idosos e desempregados, a Câmara Municipal vai permanecer ocupada.
As principais reivindicações do Bloco de Luta:
- Implementação imediata do passe livre para estudantes, idosos e desempregados;
- Abertura imediata das contas das empresas de ônibus;
- Melhores condições de trabalho para a categoria dos rodoviários;
- Descriminalização dos Movimentos Sociais;
- Suspensão dos impactos das obras da Copa;
- Democratização dos Meios de Comunicação;
- Retomada da demarcação e titulação dos territórios indígenas e quilombolas;
- Investimento de 35% do Orçamento para educação, como manda a legislação;
- Pagamento do piso nacional do magistério