Um cordão de isolamento foi montado pela Guarda Municipal em frente as escadarias que dão acesso ao prédio da prefeitura. Policiais da Brigada Militar (BM) acompanham o protesto, que ocorre de forma pacífica. Os manifestantes deixaram o Paço e bloquearam a avenida Júlio de Castilhos até as proximidades do Camelódromo por cerca de 15 minutos.
À frente do Mercado Público, alguns manifestantes subiram o arco da Praça Revolução Farroupilha, na estação do Trensurb. Com o grito "vem, vem para rua, vem contra o aumento", o protesto passou pelas paradas de ônibus do Camelódromo para seguir na avenida Voluntários da Pátria. Pela rua Vigário José Inácio, eles chegaram à Salgado Filho e, depois, dobraram na Borges de Medeiros. Parte dos integrantes do movimento estava encapuzada. No protesto, cartazes declaram apoio aos movimentos realizados em outras capitais do Brasil, como São Paulo.
Ao longo do caminho, alguns manifestantes picharam locais públicos, estabelecimentos e ônibus pedindo a redução da tarifa de ônibus para R$ 2,60. Também houve depredações. Pelo menos duas agências de banco, do Bradesco e do Banrisul, registraram danos em vidraças. O protesto deve terminar no Largo Zumbi dos Palmares.
O Tribunal de Justiça (TJ) do Estado foi citado durante o movimento no Centro. Na quarta, o procurador do Ministério Público no RS, José Túlio Barbosa, encaminhou à 22ª Câmara do TJ um parecer favorável à manutenção do valor da passagem em R$ 2,85. O recurso deve ser julgado entre uma e duas semanas. "O TJ, presta atenção, baixa a passagem para a população", bradaram.
Pichação no arco da estação do Trensurb reivindica maior redução da tarifa | Foto: Laion Espíndula / Especial CP
Rio de Janeiro e São Paulo
Outra duas manifestações contra o reajuste nas passagens do transporte público ocorrem em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na capital paulista, comerciantes no entorno do Teatro Municipal fecharam os estabelecimentos mais cedo.