A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu, em sessão realizada nesta quarta-feira, não haver motivos para que fosse determinado novo julgamento de Iara Marques Barcelos pelo Tribunal do Júri de Viamão.
Durante o julgamento, ocorrido em maio de 2006, foi apresentada como prova a favor da ré uma carta psicografada pela vítima de assassinato. O julgamento aconteceria porque Ministério Público e assistência da acusação recorreram da absolvição da ré.
O caso
O tabelião Ercy da Silva Cardoso, 71 anos, foi morto em 1º de julho de 2003, em Viamão, na região Metropolitana. Leandro da Rocha Almeida foi preso no mesmo ano e acusou a ré de tê-lo contratado por R$ 20 mil para "dar um susto" em Ercy. O fato foi negado por Iara, que chegou a ter a prisão preventiva decretada. Ela ficou presa até 2005, quando foi solta. Em seu último depoimento, Leandro mudou a versão dos fatos, inocentando a acusada.
A carta do tabelião teria sido psicografada em um centro espírita da Capital, um ano e meio depois do crime. Uma das cartas se destinava à ré e a outra ao marido dela.
Mantida a absolvição de ré que apresentou carta psicografada
Documento seria uma carta escrita pela vítima de assassinato, psicografada em um centro espírita