Segundo o presidente do Simers, Paulo Argollo, o mais grave foi o fato de a SMS não ter comunicado a decisão às outras instituições. “A situação é ainda mais delicada porque essa ordem foi tomada de maneira unilateral e na véspera de um feriado prolongado”, criticou Argollo. O HPS conta com uma UTI de Trauma, que tem 12 leitos, uma UTI Clínica, com oito vagas, e uma UTI Pediátrica, que está fechada até quinta-feira em decorrência de surto de varicela.
Após ter conhecimento do teor da circular, o secretário municipal de Saúde, Carlos Casartelli, afirmou que a UTI Clínica não será desativada. Ele explicou que o serviço é fundamental dentro do atendimento do HPS. Ele ressaltou que houve uma reunião com a direção do hospital na sexta-feira, mas que não foi definida nenhuma norma e que o comunicado foi “mal redigido”.
Mesmo assim, o secretário admitiu que está em debate, internamente, a ideia de recuperar o conceito original de funcionamento do HPS. “O conceito do hospital é o trauma e não pode ser priorizado o clínico. Isso não significa que o paciente ficará sem atendimento, mas não faz sentido uma criança com amidalite ser levada para o HPS enquanto existem outros locais mais apropriados para isso.” Ele explicou que será feita uma campanha gradativa para esclarecer a população sobre quais os melhores lugares para se buscar atendimento de acordo com a necessidade, evitando esse tipo de situação.