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Março seco deve agravar situação da estiagem no RS

Fevereiro foi mês de muita chuva em algumas regiões do Estado e pouca em outras<br />

O padrão atmosférico que trouxe muita chuva em fevereiro muda. Em março, a instabilidade deve atuar mais no Centro do país. No Rio Grande do Sul, espera-se redução expressiva da chuva na maioria das regiões. A estiagem se agravará na Metade Sul. A maior parte do mês deve ser de tempo seco, mas podem ocorrer episódios pontuais de chuva forte, sobretudo no Leste e Norte do Estado.

Nesta terça, o sol aparece, mas com nuvens no Leste, onde pode haver instabilidade isolada. A temperatura segue baixa na madrugada. Bagé teve mínima de 11,5ºC no domingo.

Mês de extremos

Fevereiro foi de extremos em todo o mundo. São Leopoldo fechou o mês com volume de quase 400 milímetros, algo sem precedentes desde o início dos registros pela MetSul em 1987. É por isso que, até esta segunda, enquanto 22 cidades decretaram situação de emergência por causa da estiagem, 48 o fizeram em razão do excesso de chuvas.

Na Austrália, a cidade de Darwin registrou o fevereiro mais chuvoso de toda a sua série histórica com volume de 1179 milímetros. O valor mensal supera as médias anuais de todas capitais estaduais australianas. O ciclone tropical Carlos trouxe mais chuva para Darwin em três dias de fevereiro do que costuma cair em um ano todo, por exemplo, em Melbourne. Foram 732,4 milímetros no subúrbio de Leanyer e 684,8 no Aeroporto de Darwin em apenas 72 horas, volumes comparáveis aos anotados em Porto Alegre, porém nos 60 dias da grande enchente de abril e maio de 1941.

Já Chicago, nos Estados Unidos, teve o fevereiro com mais neve até hoje. Foram 72,9 centímetros, batendo o recorde anterior de 1896. O México foi atingido no começo do mês pela pior onda de frio desde 1957 e que trouxe marcas espantosas de até 27ºC negativos no estado de Chihuahua.

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