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Mar marrom e gelado aborrece banhistas no Litoral

Veranistas inventam atividades para se divertir à beira-mar

O mar não estava para peixe, ontem, e nem para banhista ficar encantado de beleza
O mar não estava para peixe, ontem, e nem para banhista ficar encantado de beleza Foto : Tarsila Pereira
O mar não estava para peixe, nesta terça, e nem para banhista ficar encantado de beleza. Marrom, frio, por vezes gelado, e agitado, atraiu poucos ao divertimento n’água. Desde a manhã, quando as nuvens teimavam em esconder o sol, poucas pessoas arriscaram um mergulho. À tarde, quem foi para beira-mar teve que inventar alguma atividade para preencher a falta que faz o refresco das ondas limpas nos dias de calor.

O autônomo Paulo Saldanha, 51 anos, bateu bola com o sobrinho Nycholas, 15. “Tem que aprender muito para ser bom de bola”, brincou o homem, com o guri, ambos moradores de Canoas, que trocaram a agitação da região Metropolitana pelo sossego na areia de Oasis, no Litoral Norte.

De Santa Maria para aquele pedaço de praia ventosa com mar agitado, o industriário Odilon Silva Lima, 60 anos, confirmou o que os pescadores costumam dizer. “Desse jeito não dá peixe”, disse, recolhendo caniço e baldinho vazios. “É só para passar o tempo. O que interessa é brincar”, garantiu, faceiro por ver os netos Guilherme, 12 anos, e Nicolas, 7, jogando bola na praia.

Lamentando, ficaram os Felipe, de Porto Alegre. Osmar, 60 anos, e a esposa Melita, 59, molharam os pés e tiveram vontade de se banhar, mas hesitaram. ”Está fria e suja. O jeito é voltar para casa e fazer uma comida boa”, disse a cozinheira, mãe da analista de softwares Vanessa, 29 anos. “Pelo menos, ela não traz computador para a praia. Estamos juntos e comemos muito bem”, compensou Melita.

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