a pensar e criar aplicativos, plataformas e ferramentas que devem facilitar a vida de quem mora em Porto Alegre ou visita a cidade. No Hackathon, primeira maratona hacker da cidade, 10 projetos estão sendo desenvolvidos baseados nos dados oficiais oferecidos pela prefeitura. “Essa maratona nos permite materializar e utilizar de forma efetiva os benefícios que o Open Data pode dar para a cidade. Ou seja, na medida em que estamos disponibilizando informações da administração municipal para permitir que os cidadãos acompanhem e influenciem as políticas públicas, as soluções começam a aparecer. Aqui temos grupos trabalhando projetos nas áreas de mobilidade, da saúde, meio ambiente, limpeza urbana, que devem qualificar a prestação dos serviços Capital”, disse o coordenador do Poa Digital, Thiago Ribeiro.
O prefeito José Fortunati foi até a Usina do Gasômetro para conferir o trabalho de hackers e dos profissionais e amadores da programação. O chefe do executivo conversou com todos os grupos e ficou satisfeito com as ideias que estão surgindo na maratona. “Todos os aplicativos que estão sendo pensados e elaborados aqui visam um ganho na qualidade de vida dos cidadãos. Esses grupos demonstram que com a abertura de dados é possível buscar alternativas que facilitem as rotinas de quem vive em Porto Alegre ou dos turistas que nos visitam. É uma clara demonstração de que o poder público não deve ter receio em abrir os dados, porque é isso que vai fazer com que nós tenhamos não apenas os servidores do município pensando em soluções para a cidade, mas muito mais gente trabalhando para melhorar a Capital”, afirmou Fortunati.
O designer e programador Helton Moraes e o programador Lisardo Kist também destacaram os benefícios da abertura de dados. “No momento em que essas informações detalhadas, que antes eram de uso exclusivo do governo, se tornam públicas, muita ideia boa começa a surgir” destacou Helton. Para Lisardo, a grande vantagem é que as soluções podem ser propostas pelos principais interessados. “Nada melhor do que quem utiliza um serviço avaliar se é prestado de forma eficiente e como pode melhorar”, concluiu. Eles fazem parte do grupo que está desenvolvendo um aplicativo para monitorar o transporte público. A ideia é permitir que o usuário tenha acesso, pelo celular, a informações sobre a localização do veículo, tempo que vai demorar até chegar à parada de ônibus, trajeto, etc.
Para Ricardo Rauber Pereira, que é instrutor de desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis, a abertura de dados está permitindo que o grupo dele crie um projeto que idealizado em 2011. “Estamos coletando informações sobre os caminhões que fazem a coleta de lixo e nossa ideia é disponibilizar dados como a posição do caminhão e quanto tempo vai levar para passar na casa do usuário. Isso faz com que as pessoas possam se programar sobre o horário em que vão colocar o lixo na rua, evitando acúmulo de sujeira e multas. Fizemos um teste com a prestadora do serviço em 2011. Deu trabalho, tivemos que fazer a captura de dados por um tempo funcionou, mas a empresa mudou. Agora podemos retomar esse projeto com dados mais detalhados.”, comemorou Ricardo.
O Hackathon encerra a programação de lançamento do #DataPOA, uma iniciativa do núcleo #PoAdigital. A nova estrutura ligada ao Gabinete de Comunicação Social (GCS) da Prefeitura tem a missão de fazer a gestão da comunicação online da cidade, bem como promover o diálogo com representantes da comunidade porto-alegrense, coletivos e organizações locais e ainda implementar projetos, em parceria com a Procempa e demais secretarias municipais.