Um grupo de aproximadamente 200 pessoas participou da Marcha da Maconha, no Parque da Redenção, em Porto Alegre. O evento, que ocorreu simultaneamente em 300 cidades no mundo e 17 no Brasil, só foi possível graças a um acordo com o Ministério Público Estadual, que liberou o ato.
Acompanhados pela Guarda Municipal, Brigada Militar e agentes da Polícia Civil disfarçados, os manifestantes, na maioria jovens, fizeram um protesto pacífico, sem registro de incidentes. Eles chamaram a atenção da população com encenações de teatro e cânticos de estádio de futebol, defendendo a legalização do consumo da maconha e um debate maior sobre o tema com as autoridades públicas.
“O movimento pela legalização da maconha acontece há pelo menos 20 anos. Acreditamos que a marcha tem como objetivo gerar um debate maduro sobre o tema pois a forma como tema drogas é tratado hoje dia está claramente esgotado”, afirmou Rafael Gil, um dos organizadores da Marcha.
O estudante de biologia Giuliano Zanette Ramos citou o exemplo de como o uso da maconha ocorre em outros países e poderia ser aplicado no Brasil. “Portugal e Espanha conseguiram diminuir de forma significativa o consumo de heroína através da maconha. Em outros lugares, como nos Estados Unidos, ela serve para combater doenças como o glaucoma. Uma variação da planta que não serve para o consumo também poderia ser plantada industrialmente no lugar do eucalipto no RS, por exemplo”, citou o estudante de biologia.
Os participantes da Marcha da Maconha em Porto Alegre também protestaram contra os incidentes registrados no mesmo ato em São Paulo, no sábado.
Marcha da Maconha chama a atenção no parque da Redenção
Protesto pacífico foi realizado graças a um acordo com o Ministério Público Estadual