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Marcha das Vadias pede igualdade e fim da violência

Protesto ocorreu no Parque da Redenção, em Porto Alegre

Cartazes com estatísticas da violência fizeram parte da marcha
Cartazes com estatísticas da violência fizeram parte da marcha Foto : Fabiano do Amaral
Mais de mil pessoas com cartazes e faixas pediram neste domingo igualdade de gêneros e o fim da violência contra a mulher em Porto Alegre, durante a Marcha das Vadias. Muitos tiraram parte da roupa no Parque da Redenção e escreveram frases no corpo para sinalizar a liberdade de expressão. “Estupro não tem justificativa”, dizia uma das mensagens, uma resposta ao resultado da pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a qual constatou que 26% dos brasileiros consideram que mulheres que mostram o corpo merecem ser atacadas.

O dado inicialmente foi divulgado errado como sendo 65% os que concordavam totalmente ou parcialmente com a afirmação. Apesar de ter sido revisado, o índice ainda é alto, conforme uma das coordenadoras do movimento, Fabiana Lontra. “Temos que defender assuntos que aparentemente são óbvios, como ter medo de sair na rua com a roupa que eu quero”, disse. Na opinião dela, a Marcha dá visibilidade para a defesa do feminismo e a luta contra o machismo.

O grupo chamou a atenção dos frequentadores do parque, gritando palavras de ordem e músicas com letras contra o machismo. A manifestação começou no Monumento ao Expedicionário, na rua José Bonifácio, e contornou o espelho d’água, indo até a avenida João Pessoa, onde o trânsito foi trancado. As mulheres e homens ainda andaram até a avenida Ipiranga, complicando o fluxo de carros. “Desculpe o transtorno. Estamos lutando pelos diretos das mulheres”, estava escrito em uma das faixas. Além de mulheres de todas as idades e de diferentes profissões, homens também se juntaram ao movimento para apoiar a causa. Alguns até tiraram a roupa e se vestiram com figurino feminino para protestar.


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