A Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência, que iniciou na Nova Zelândia em 2 de outubro, chegou a Porto Alegre na véspera de Natal. O grupo de dez pessoas, formado principalmente por europeus, chegou à Capital gaúcha por volta das 16h, de ônibus, e foi recepcionado por voluntários brasileiros que apoiam a marcha.
Eles se reunirão no dia 26 com o prefeito de Canoas, Jairo Jorge, e com representantes de movimentos sociais e sindicais da Região Metropolitana. Depois, seguirão para o Uruguai. O ponto final será no dia 2 de janeiro de 2010 em Punta de Vacas, aos pés do Monte Aconcágua, na Argentina.
A equipe já passou por vários países da Oceania, Ásia, Oriente Médio, Europa, África e América. Chegaram pela América do Norte e, na Central, o grupo dividiu-se em dois. Um deles chegou ao Brasil em 16 de dezembro, sendo recebidos pelo governo federal em Brasília. Passaram por Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo onde novamente se desmembrou. "A proposta é seguir de São Paulo até Punta das Vacas por terra. Todos esses marchantes fizeram quase todo o trajeto da marcha por terra", explica o representante do evento no Rio Grande do Sul, Eduardo Freire Santana.
A meta é percorrer 300 cidades, de 100 países. Dentre os pontos defendidos pelo grupo, como o desarmamento nuclear, a retiradas de tropas em territórios ocupados, a redução progressiva e proporcional do desarmamento, entre outros itens. "Denunciamos uma cultura de violência, que é utilizada pelas forças mundiais para resolver conflitos", ressaltou Santana.
O enfermeiro Luis Silva Garcia integra há três meses o grupo e se entusiasmou com a recepção brasileira. "Estamos muito contentes. Fomos recebidos com muito carinho e com muita esperança também de incentivar uma cultura de paz entre as nações", disse ele.
Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência chega a Porto Alegre
Grupo de dez pessoas é formado principalmente por europeus