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Marchezan afirma que municipários podem ficar sem receber se forem contra leis de austeridade

Prefeito garantiu que projetos são a alternativa para prefeitura ter condições de arcar com despesas

Prefeito garantiu que projetos são a alternativa para prefeitura ter condições de arcar com despesas
Prefeito garantiu que projetos são a alternativa para prefeitura ter condições de arcar com despesas Foto : Fabiano do Amaral
O prefeito Nelson Marchezan afirmou, nesta sexta-feira, que, se os municipários trabalharem contra a aprovação dos Projetos de Lei enviados à Câmara de Vereadores, eles terão que enfrentar, além de atrasos, o não pagamento dos seus salários. A afirmação foi feita em reunião realizada durante a tarde na prefeitura com representantes do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), quando os trabalhadores entregaram a pauta de reivindicações da data-base 2017.

Em clima de embate, o prefeito e os trabalhadores não tiveram grande avanços durante o encontro, que durou mais de duas horas. “O que eu quero dizer é que se eles trabalharem contra e esses projetos não aprovarem, os servidores, além de terem seus salários atrasados, não vão receber. Então, eles têm que assumir essa responsabilidade”, disparou Marchezan, destacando que os projetos são a alternativa para manter fornecedores e salários sendo pagos, mesmo que com atrasos. “É também uma forma de tentarmos, após 2018, regularizar as despesas e receitas anuais da prefeitura."

Os municipários questionaram dados do fluxo de caixa apresentado pela prefeitura e criticaram o governo por estarem trabalhando com projeções de receitas e despesas. O diretor geral do Simpa, Jonas Tarcísio Reis, defendeu que as propostas são “um ataque frontal aos trabalhadores”. “Porque resulta no confisco de quase 8% dos salários, 3% no Previmpa e a inflação, que ele não quer pagar e que não é aumento, é reposição do que a gente já perdeu nos últimos 12 meses por causa do processo inflacionário”, comentou.

A categoria quer que Marchezan retire dois projetos que fazem parte do pacote de medidas de austeridade enviados à Câmara de Vereadores: o que eleva o índice de contribuição previdenciária dos servidores ativos e inativos de 11% para 14% e o que prevê a extinção da reposição da inflação aos servidores, independente da negociação salarial.