Marchezan alerta para perigo de esgotamento de estruturas de atendimentos hospitalares

Marchezan alerta para perigo de esgotamento de estruturas de atendimentos hospitalares

Em Porto Alegre, a taxa de ocupação para leitos de UTI é de 36% somente para pacientes com Covid-19

Jessica Hübler

De acordo com Marchezan, a demanda por leitos de UTI continua crescente em Porto Alegre

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O prefeito Nelson Marchezan Júnior afirmou, em uma transmissão virtual, que a Prefeitura deve agendar uma reunião com os hospitais de Porto Alegre ainda nesta semana, justamente para tratar sobre a demanda por leitos de UTI. "O momento é de perigo de esgotamento das estruturas de atendimento, especialmente na área hospitalar", enfatizou. 

Marchezan reiterou que 36% dos leitos de UTI disponíveis na cidade estavam, na tarde desta quarta-feira, ocupados por uma única doença, no caso a Covid-19. "É um percentual elevado e continua crescendo essa demanda, o que nos deixa muito cautelosos e preocupados com as perspectivas dos próximos dias", declarou.

Indicador 

Marchezan lembrou que a ocupação dos leitos de UTI é o indicador usado como "grande referência" pela Prefeitura e é um importante balizador de praticamente todas as outras decisões que acontecem no contexto da cidade.

"Utilizamos sempre o número de UTIs ocupadas por pessoas confirmadas com o novo coronavírus e isso serve de base para as nossas decisões. É o grande diferencial entre podermos dar atendimento ou a catástrofe que aconteceu em outras cidades brasileiras e em outros países, que é as pessoas falecerem sem ter atendimento", assinalou.

Ele ressaltou a questão do aumento no número de óbitos em Porto Alegre. "Tivemos um aumento, mas todas essas pessoas tiveram atendimento adequado, mas mesmo assim acabaram falecendo. O nosso desafio é não deixar que os óbitos aumentem por falta de atendimento adequado na cidade e isso não aconteceu até agora, ao contrário do que aconteceu em muitas cidades brasileiras e em muitos outros países", afirmou.

Marchezan fez uma retrospectiva das internações, explicando que em março tivemos uma demanda acelerada por leitos e que foi justamente essa aceleração que levou a Prefeitura a determinar as primeiras medidas restritivas nas atividades econômicas. "Chegamos no dia 10 de abril com uma demanda de 43 leitos e conseguimos manter por 2 meses, 2 meses e meio, estabilizado, o que nos levou a diminuições das restrições de forma gradual, sempre acompanhando os reflexos", pontuou. 

Aceleração 

O prefeito comentou que Porto Alegre chegou a voltar às atividades em grandes volumes, até que "infelizmente a demanda por leitos de UTI começou a demonstrar aceleração".

"No final da primeira semana de junho suspendemos as liberações que estavam planejadas, na segunda semana do mês começaram algumas restrições de forma gradual e é sempre uma grande dúvida e uma grande tristeza ter que escolher entre a dura realidade das estruturas hospitalares, que veem sua demanda crescendo de uma única doença e que ela ameaça extrapolar as capacidades que os hospitais têm de prestar atendimento e as realidades das atividades econômicas, dos empregos e dos empregadores", lamentou. 

Como naquele período a Prefeitura não notava a mesma resposta na circulação das pessoas na cidade, "infelizmente fomos chegando até o estado em que nos encontramos, de uma restrição elevada na Capital".

Atualmente, de acordo com Marchezan, a demanda por leitos de UTI, embora a velocidade tenha diminuído um pouco, continua crescente e não demonstra que vá diminuir nos próximos dias e, provavelmente, não nas próximas semanas. 

Por conta do cenário atual e das constantes manifestações de diversos setores, que pedem a retomada das atividades, o  prefeito também reforçou a necessidade de agendar um encontro com presidentes de entidades empresariais, para conversar com a economia. 

"O momento realmente é de muita cautela e a gente quer dividir isso com a cidade de Porto Alegre. Vemos muitas manifestações de líderes, sejam eles dos mais setores da nossa vida, e é muito importante manter esse diálogo para que possamos unir a nossa cidade e que a gente possa debater aquilo que tem alguma evidência para buscar soluções reais para este problema que é mundial, é uma pandemia", enfatizou.

#PoaContraOCorona

O prefeito Nelson Marchezan Júnior atualiza a população sobre a situação da pandemia em Porto Alegre.

Publicado por Prefeitura de Porto Alegre em Quarta-feira, 15 de julho de 2020

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