Após nova reunião com a equipe técnica, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Junior, rechaçou, nesta sexta-feira, a possibilidade de adotar medidas mais rígidas para frear o contágio do coronavírus como limitar o tráfego de carros por meio do rodízio de placas. Esta alternativa foi descartada por ser considerada ineficaz, neste momento. A decisão foi avalizada após estudos apresentados pelo secretário extraordinário de Mobilidade, Rodrigo Tortoriello. Marchezan já externou que busca um consenso entre hospitais e o empresariado para adotar um “lockdown” no município.
“Em relação ao rodízio, conversamos com setores da cidade sobre o assunto. Mas analisando dados de circulação e contaminação onde esse modelo já foi testado, não temos certeza que vai surtir os efeitos desejados nesse momento. Então não há como adotar essa restrição”, explicou o prefeito.
Além da instalar barreiras sanitárias, a prefeitura também ventilou interditar vias específicas. As pautas seguem sendo examinadas de forma recorrente para auxiliar no combate ao vírus. No final de semana, novos encontros devem ocorrer.prefeito Marchezan já tornou público que as medidas de isolamento adotadas não estão trazendo os resultados esperados.
Por meio dos controladores de velocidade, o Executivo constatou que o fluxo de carros segue acima dos 70%, quando eram necessários 55% para reforçar o isolamento. Diariamente, circulam pela cidade 800 mil automóveis emplacados ou não na cidade.
Para diminuir o fluxo, a administração municipal já fechou parques fechados, assim como a Orla do Guaíba, além das 5 mil vagas de estacionamento rotativo (Área Azul), assim como bolsões para estacionamento em áreas estratégicas da cidade. Além disso, foram suspensos os vale-transportes de trabalhadores de serviços não essenciais. As ações já surtiram efeitos, porém ainda não os estimados pelo Paço Municipal.