Desde o sequestro da menina Bárbara Casagrande, todas as áreas da Maternidade, conforme o hospital, passaram a ser cobertas com câmeras de segurança. A Santa Casa também postou vigilantes exclusivos em todos os acessos da unidade.
No início da semana, a Justiça negou o pedido de quebras de sigilo bancário e telefônico de Luciana Soares Brito, de 39 anos, presa depois de sequestrar o bebê. A Polícia Civil pretendia esclarecer se Luciana realizou o crime com auxilio de alguma pessoa ou se foi recompensada pelo sequestro. A Justiça, porém indeferiu o pedido alegando ser ‘desnecessária’ a solicitação.
Em depoimento, Luciana Brito informou que cometeu o crime sozinha, que perdeu um bebê e ainda se sentia grávida e que queria uma criança para cuidar. Segundo a mulher, que já é mãe de cinco filhos, um aborto espontâneo ocorreu. A investigação, porém, ainda espera um resultado da perícia para comprovar essa tese.
Na quarta-feira, uma outra decisão da Justiça determinou a transferência de Luciana da Penitenciária Madre Pelletier para o Hospital Espirita de Porto Alegre. O Judiciário sustenta que ela sofreu uma tentativa de homicídio, do ex-companheiro, e por isso, precisa de auxílio psiquiátrico.
A mulher, que se passou por enfermeira, foi indiciada por sequestro e cárcere privado qualificado. Câmeras de segurança flagraram o momento em que a criminosa deixou a unidade hospitalar com a criança no colo, ingressando em um táxi. Por ser copeira em uma clínica médica, ela tinha roupas brancas em casa, como uma calça, uma touca e um avental.