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MEC estima que cerca de 2 mil candidatos poderão refazer Enem

Presidente do Inep descarta anulação da prova por causa de erros

Segundo estimativas do Ministério da Educação (MEC), cerca de 2 mil candidatos que foram prejudicados pelo erro na montagem do caderno de provas amarelo poderão refazer as provas do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O número ainda não é oficial, diz a assessoria de imprensa do ministério. O levantamento com o número total de provas com falhas deverá ser concluído até o fim desta semana.

Na entrevista coletiva na noite desse domingo, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Joaquim José Soares Neto, afirmou que nenhuma possibilidade será descartada para garantir que os estudantes que tiveram as provas corretas não sejam prejudicados.

Segundo Soares Neto, o Inep fará uma análise para estudar o tamanho do problema e, a partir daí, decidir se será necessário ou não a aplicação de um novo exame para os alunos que tinham a prova com erros.

"Estamos levantando todos os locais onde o problema apareceu (nos cadernos de questões). Temos 10% no número total de provas impressas que são reservas. A orientação foi dada em todos os locais para que os exames que estavam com problema fossem substituídos por essas provas (reserva)", disse Neto.

Nova data

A nova prova poderia ser realizada junto com o exame que será aplicado aos presidiários, nos dias 6 e 7 de dezembro, ou em um final de semana próximo a essa data, segundo apurou o R7. Embora o Inep não confirme oficialmente, a avaliação inicial é de que pouco menos de 1% das provas do exame eram amarelas, o que daria cerca de 20 mil cadernos de questões - não se sabe, entretanto, exatamente quantas destas apresentaram problemas. Soares Neto garante que não haverá prejuízo para ninguém. "O trabalho é de muito critério; estamos fazendo a pesquisa e nenhum estudante será prejudicado".

Entenda a falha nos cadernos amarelos

Para evitar cola, o Enem é aplicado em quatro cadernos de prova diferentes, divididos por cores - branca, azul, amarela e rosa. No sábado, o presidente do Inep havia confirmado que alguns cadernos amarelos apresentaram questões repetidas, páginas duplicadas e folhas em branco. Essas falhas são a razão de o Inep estudar a reaplicação do Enem.

Já a troca da ordem do cabeçalho nos cartões de resposta do Enem foi considerada um erro "menos grave" pelo presidente do órgão. Ele afirmou que não vê "qualquer possibilidade" de anulação da prova por causa da falha.

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