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Mediadora de conflitos em comunidades do Rio é encontrada morta

Corpo de Tânia Cristina Moreira foi localizado na Baixada Fluminense

A mediadora de conflitos da organização não governamental (ONG) AfroReggae, Tânia Cristina Moreira, de 44 anos, moradora de Vigário Geral, zona Norte do Rio, foi encontrada morta na tarde desta sexta-feira em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A informação foi confirmada pela assessoria da Polícia Civil.

Tânia Cristina foi sequestrada em casa e estava desaparecida desde ontem, segundo informação do coordenador da ONG, José Junior. Tânia Cristina atuava na mediação de conflitos em favelas do Rio há sete anos.

De acordo com o delegado titular da 38ª Delegacia de Polícia de Irajá, Gilberto Dias, uma amiga de Tânia Cristina, que estava na casa no momento do sequestro, disse nesta sexta-feira, em depoimento, que a mediadora foi levada por três homens armados de pistola. Segundo ele, a testemunha disse ainda que os criminosos a obrigaram a permanecer dentro da casa, até que fossem embora, levando Tânia.

Dias relatou que policiais estiveram ontem na casa de Tânia para investigar o desaparecimento. Segundo ele, no momento do sequestro, nenhuma câmera de segurança registrou a ação dos criminosos. A polícia também trabalha com a hipótese de que a morte da mediadora esteja ligada ao desempenho de seu trabalho.

A funcionária fez parte de um grupo de 20 pessoas que se especializou em dialogar com criminosos, principalmente traficantes, com o objetivo de reduzir conflitos armados entre as facções. Outro foco da atuação dos mediadores da ONG é levar criminosos à rendição.

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