Tânia Cristina foi sequestrada em casa e estava desaparecida desde ontem, segundo informação do coordenador da ONG, José Junior. Tânia Cristina atuava na mediação de conflitos em favelas do Rio há sete anos.
De acordo com o delegado titular da 38ª Delegacia de Polícia de Irajá, Gilberto Dias, uma amiga de Tânia Cristina, que estava na casa no momento do sequestro, disse nesta sexta-feira, em depoimento, que a mediadora foi levada por três homens armados de pistola. Segundo ele, a testemunha disse ainda que os criminosos a obrigaram a permanecer dentro da casa, até que fossem embora, levando Tânia.
Dias relatou que policiais estiveram ontem na casa de Tânia para investigar o desaparecimento. Segundo ele, no momento do sequestro, nenhuma câmera de segurança registrou a ação dos criminosos. A polícia também trabalha com a hipótese de que a morte da mediadora esteja ligada ao desempenho de seu trabalho.
A funcionária fez parte de um grupo de 20 pessoas que se especializou em dialogar com criminosos, principalmente traficantes, com o objetivo de reduzir conflitos armados entre as facções. Outro foco da atuação dos mediadores da ONG é levar criminosos à rendição.